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Protestos marcam missa de 7º dia de escrivã que morreu em Minas: ‘Dignidade para as mulheres’

16/06/2023 às 18h05
missa escrivã minas
A missa de 7º dia da escrivã Rafaela Drummond, que morreu no último fim de semana, foi marcada por emoção e busca por justiça (Sindep-MG/Divulgação)

A missa de 7º dia da escrivã Rafaela Drummond, que morreu no último fim de semana, no Campo das Vertentes, foi marcada por emoção e busca por justiça nessa quinta-feira (15). Além de amigos e familiares, também estiveram presentes na cerimônia, realizada em Barbacena, colegas de profissão e representantes de entidades da categoria policial.

Na cerimônia, que aconteceu na Paróquia do Bom Pastor, o pai de Rafaela entrou com um cartaz em que pede “dignidade para todas as mulheres”. O quadro de efetivos da Polícia Civil da cidade esteve na frente da igreja para pedir “justiça por Rafaela”.

“Momento difícil a missa de 7º dia da nossa colega, escrivã de polícia, Rafaela Drummond. Tivermos a oportunidade de ser solidários aos familiares, deixar o nosso abraço, o nosso apoio”, disse Adriano Bandeira, presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol).

Ele cobrou atenção, por parte dos governos Estadual e Federal, para a saúde mental dos policiais. “Só vamos resolver o problema do adoecimento da polícia, do assédio moral, do assédio sexual, que causa problemas como esse, se estivermos juntos: estado, policiais e representativo de policiais”, acrescentou.

Polícia investiga a morte

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito que investiga a morte de Rafaela Drummond. O corpo da escrivã de 31 anos foi encontrado pelos pais na cidade de Antônio Carlos, a 51 km de onde trabalhava.

O caso foi registrado como suicídio. A profissional relatava ter sido vítima de assédio no ambiente de trabalho. Vídeo gravado pela própria policial mostra ela sendo xingada na delegacia em que atuava por um homem.

O Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep-MG) afirma que vem recebendo diversas denúncias de que a vítima estava sofrendo assédio moral e sexual, além de pressão no trabalho.

O sindicato afirma que cobra das autoridades um posicionamento sobre as denúncias. Além do inquérito, a Polícia Civil informou que abriu um procedimento administrativo disciplinar para investigar o caso.

“A Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), por meio da Inspetoria-Geral de Escrivães, além de uma equipe da Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO), do Hospital da Polícia Civil (HPC), estão no município de Carandaí para acolhimento e atendimento dos servidores”, disse A PCMG em nota.

Onde conseguir ajuda?

Especialistas em saúde mental reforçam a necessidade de busca por ajuda em momentos difíceis, já que todos nós estamos sujeitos a enfrentar questões que nos atordoam e causam sofrimento. Por isso, a mensagem é: você não está sozinho (a).

Ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida) são gratuitas em todo o país. Por meio do telefone 188, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.

  • Chat de atendimento (clique aqui)
  • Ligue 188
  • Por e-mail (clique aqui)
  • Presencialmente (veja os postos de atendimento aqui)

Além do CVV, também existem no Brasil os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Trata-se de um serviço aberto constituído por uma equipe multiprofissional, que atua interdisciplinarmente no atendimento a pessoas com sofrimento ou transtorno mental.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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