Sindicato anuncia paralisação de tanqueiros no dia 7 de setembro em Minas

Transporte de combustível
Presidente do Sindtanque-MG aponta que expectativa é de 100% de adesão da categoria (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os transportadores de combustíveis e derivados de petróleo de Minas Gerais devem aderir a uma paralisação das atividades a partir da próxima terça-feira (7), feriado da Independência. O anúncio foi divulgado na tarde desta sexta-feira (3) pelo presidente do Sindtanque-MG (Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais), Irani Gomes.

O representante da categoria também informou que o sindicato apoia as manifestações previstas para o dia 7 de setembro, “desde que sejam ordeiras, com muita responsabilidade e não-partidárias”. Ao BHAZ, Irani Gomes confirmou que a paralisação das atividades deve durar por tempo indeterminado.

“A expectativa é de 100% de adesão da categoria. Não é só em Minas, o Brasil inteiro deve ter este movimento”, afirmou o presidente do sindicato. Os tanqueiros do estado fazem reivindicações pela redução do valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) sobre o diesel e já haviam sinalizado a possibilidade de uma paralisação na última semana.

‘Grande movimento’

Em nota divulgada na última sexta-feira (27), o Sindtanque-MG prometeu um “grande movimento” caso o Governo de Minas não reduzisse o valor da taxa. O documento assinado por Irani Gomes destaca que o alto preço dos combustíveis é resultado dos impostos cobrados pelos governos estaduais.

“Em Minas, há dez anos, a alíquota do ICMS do diesel é de 15%, um dos mais altos do país. Ao longo desses anos, o Sindtanque vem reivindicando a redução desse percentual para 12%”, diz trecho da reivindicação. Segundo o presidente do sindicato, os últimos governadores de Minas fizeram promessas de redução, mas “nunca foram cumpridas”.

“No governo Zema, a indiferença diante das demandas dos tanqueiros tem sido ainda maior”, reclamou Irani Gomes. Ele alega que o governador “virou as costas para os transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo de Minas”.

O representante relembrou que, em fevereiro de 2021, uma paralisação dos tanqueiros foi suspensa diante da promessa das reivindicações serem atendidas. “O Governo de Minas não acenou com nenhum benefício, nenhuma melhoria para a categoria. O compromisso de retornar a alíquota do ICMS do diesel para 12%, ficou só na promessa. Estamos em ‘estado de greve’ e mobilizados para, se necessário, cruzarmos os braços novamente, em um grande movimento, por tempo indeterminado, como jamais visto em nosso estado”, conclui o texto.

Edição: Giovanna Fávero
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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