O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou, nesta quinta-feira (25), a aposentadoria compulsória da juíza Ludmila Lins Grilo. A magistrada ganhou notoriedade após vários posicionamentos polêmicos, incluindo incentivos ao abandono do uso de máscaras na pandemia de Covid-19 e ataques a ministros de STF.
Em fevereiro deste ano, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afastou a magistrada e abriu dois processos administrativos contra ela. O órgão apontou indícios de negligência na gestão da Vara Criminal, de Júri e de Infância e Juventude por parte dela, que era responsável pela comarca de Unaí.
Além disso, a medida levou em conta a conduta da juíza, que é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas redes sociais e atacou diversas decisões judiciais de instâncias superiores
O voto do corregedor, ministro Luis Felipe Salomão, ressaltou que ela usava o espaço para se manifestar com “ásperas críticas dirigidas a ministros de cortes superiores, além de comentar as decisões desses colegiados e processos em andamento”.
Em 2021, Ludmila chegou a defender aglomerações de pessoas na pandemia. A juíza também se disse contrária à vacinação obrigatória contra a doença no Brasil. “A ideia de que a vacina é segura e pode ser imposta pelo Judiciário não é unânime nem entre os médicos, nem entre os juristas”.
O BHAZ entrou em contato com o Tribunal de Justiça do estado para mais detalhes sobre a decisão. Assim que o órgão se manifestar, esta matéria será atualizada.
A reportagem também tentou uma forma de contato com Ludmila, que não foi localizada. O perfil do Instagram da ex-magistrada está fora do ar.








