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Vítima de violência doméstica é demitida e empresa alega que abalo psicológico ‘atrapalhava rendimento’

07/08/2021 às 12h48
violência mulher
Após reflexos das agressões afetarem trabalho, mulher precisou recorrer à Justiça (IMAGEM ILUSTRATIVA: Marcos Santos/USP)

Uma instrutora de autoescola de Minas Gerais precisou recorrer à Justiça para conseguir manter o emprego após a empresa tentar demiti-la em razão de impactos de agressões sofridas em casa. A mulher precisou se afastar do trabalho porque era vítima de violência física e psicológica dentro de casa e, por isso, foi ameaçada de demissão. Ela acionou a Defensoria Pública e conseguiu estender a duração do vínculo trabalhista.

O caso aconteceu em Caratinga, na região do Rio Doce. Conforme relatou à Justiça, ela foi ameaçada de demissão porque o abalo psicológico provocado pela violência doméstica estava comprometendo seu rendimento no trabalho. Após acionar a Justiça, ela conseguiu garantir a manutenção do vínculo trabalhista pelo prazo de 15 dias, prorrogável até seis meses.

O juiz do caso, Marco Antônio de Oliveira Roberto, argumentou que as provas demonstraram a necessidade de se afastar do trabalho pelas consequências psicológicas da agressão.

‘Postura arcaica e inaceitável’

O juiz avaliou que a medida é necessária para preservar a integridade física e psicológica da vítima. “Vale ressaltar que a violência contra mulheres é um problema social. Trata-se de uma postura arcaica e inaceitável. Nós, enquanto conhecedores de casos como o dos autos, devemos praticar a empatia. Não há como prever que determinada mulher passará por isso. A violência contra a mulher não escolhe vítimas, qualquer cidadã está sujeita a protagonizar tal situação”, afirmou.

Na sentença, o juiz afirmou que a Lei Maria da Penha (11.340/06), que completa 15 anos neste mês, dá exemplos de medidas protetivas a serem aplicadas às vítimas de violência doméstica, ficando a cargo do magistrado fixar outras medidas pertinentes aos casos que chegam ao Judiciário.

Giovanna Fávero

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

Giovanna Fávero

Email: giovanna.favero@bhaz.com.br

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

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