O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o proprietário de um restaurante no Centro de Belo Horizonte por suposta participação em um esquema de fraude bancária envolvendo a diarista acusada de latrocínio contra um casal de idosos no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital. Segundo a denúncia, o comerciante teria ajudado a mulher a utilizar os cartões bancários das vítimas logo após o crime.
De acordo com a denúncia, Leonardo do Nascimento recebeu Paola Stefany Neto Cirino em seu restaurante, na rua Carijós, poucas horas após os assassinatos. Ainda segundo o MPMG, os dois combinaram dividir o dinheiro obtido com as transações: 40% ficaria com o empresário e 60% seria repassado à diarista.
A fraude teria sido realizada por meio das máquinas de cartão do estabelecimento, com vendas simuladas para retirar dinheiro da conta de Cláudio Atala Inácio. Uma tentativa de movimentar R$ 5 mil foi bloqueada pelo sistema de segurança, mas outras duas transações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, foram concluídas, somando R$ 3,1 mil.
O Ministério Público denunciou Leonardo por furto mediante fraude e negou a ele a possibilidade de firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Segundo o promotor responsável pelo caso, o comerciante possui condenações anteriores e registros que indicam prática criminosa habitual, o que inviabilizaria o benefício.
Relembre o caso
Conforme as investigações, Paola Stefany Neto Cirino dopou os patrões com clonazepam misturado em um suco antes de tentar roubar a casa. Ao ser surpreendida por Cláudio Atala Inácio, ela o esfaqueou 43 vezes. Já Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, que ainda estava sob efeito do sedativo, foi asfixiada com uma almofada embebida em solvente e atingida por 15 facadas.
Após o crime, a diarista ainda tomou banho, vestiu roupas da vítima, limpou vestígios com água sanitária e deixou o imóvel. Em seguida, foi até o restaurante para realizar as transações bancárias, segundo a denúncia.
Paola responde por latrocínio, fraude processual e furto mediante fraude. Ela foi presa pela Polícia Civil em um hotel em Itabira, onde, conforme a investigação, planejava fugir para outro estado com o filho.








