Filiado ao PSD, Rodrigo Pacheco condena ataques ao STF: ‘Amor ao Brasil não é colocar camisa da Seleção’

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Rodrigo Pacheco discursou durante o encontro nacional do partido, realizado hoje (24), em Brasília (Pedro Gontijo/Senado Federal)

Em encontro nacional do PSD (Partido Social Democrático) realizado na tarde de hoje (24), em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, discursou pela primeira vez desde os rumores da sua pré-candidatura à presidência da República. Recém-filiado ao partido, Pacheco defendeu a democracia durante sua fala e disse que o país vive um momento de “extremismo”.

“A democracia que, em alguns momentos, foi atacada por, felizmente, uma minoria. Que pretendeu, em algum momento, criticá-la, mitigá-la e até retrocedê-la. Nós temos o compromisso, todos que aqui estão, independente do partido, de defender a todo instante a democracia brasileira”, disse.

“O que nós estamos vivendo no Brasil hoje é um radicalismo, um extremismo, uma cultura de ódio que está acabando com o país e que nós precisamos conter”, acrescentou. O presidente do Senado ainda repudiou o uso “indiscriminado de meios de comunicação para atacar outro” e afirmou que isso “definitivamente não é política”.

‘Amor ao Brasil não é usar camisa da Seleção’

Sob aplausos dos integrantes do partido, Rodrigo Pacheco ainda criticou os ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), protagonizados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele afirmou, ainda, que “colocar uma camisa da Seleção Brasileira” não é ser patriota.

“Revelar amor ao Brasil, definitivamente, não é só colocar uma camisa da Seleção Brasileira e sair xingando o STF, o Congresso Nacional e a política brasileira. Amor ao Brasil é praticar a cidadania, é cumprir os seus deveres, é criticar de maneira respeitosa àqueles que se revelam diferentes. É isso que é amor ao Brasil”, disse Pacheco.

Pré-candidatura

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, deve lançar nos próximos dias o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como pré-candidato à presidência para as eleições de 2022. A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Leandro Mazzini, da IstoÉ.

Segundo a revista, Kassab teria conversado com pessoas próximas sobre o assunto nessa terça-feira (23), e a expectativa era de que oficialização acontecesse durante o encontro nacional do partido, realizado hoje (24), e que reuniu cerca de 800 lideranças. Em seu discurso, no entanto, Pacheco não mencionou a nomeação.

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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