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Quase 60 presos não retornaram aos presídios após ‘saidinha’ de fim de ano

22/01/2024 às 16h24
(Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou, na sexta-feira (19), dados sobre presos que não retornaram às penitenciárias após a “saidinha” do fim de 2023. De acordo com o órgão, 160 sentenciados não cumpriram o prazo estabelecido pela Justiça.

No total 3.760 presos foram beneficiados pelas saídas temporárias ocorridas entre 18 de dezembro de 2023 e 1° de janeiro de 2024. Dos 160 que não cumpriram o prazo de retorno, 56 continuam sendo procurados.

Diante da situação, o Centro de Apoio Operacional Criminal e o Núcleo de Execução Penal do MPMG comunicaram o fato aos promotores de Justiça das comarcas Alfenas, Bom Despacho, Belo Horizonte, Campo Belo, Coronel Fabriciano, Guaxupé, Igarapé, Ipatinga, Itaúna, João Monlevade, Manhuaçu, Mariana, Muriaé, Nanuque, Nova Serrana, Ponte Nova, Pouso Alegre, Ribeirão das Neves, Santos Dumont, São João Del Rei, São Sebastião do Paraíso, Sete Lagoas, Tarumirim e Teófilo Otoni.

Fim das saidinhas?

O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), falou em pôr fim às saidinhas concedidas aos penitenciários. Nas redes sociais ele lamentou a morte do policial Roger Dias da Cunha, baleado em perseguição policial e ponderou sobre a lei que permite as saídas temporárias.

“Policiais estão morrendo ou sendo feridos com gravidade no cumprimento de sua função e isso nos obriga a reagir. Armas estão nas mãos de quem não tem condição de tê-las, e a liberdade para usá-las garantida a quem não devia estar em liberdade”, declarou.

“Embora o papel da segurança pública seja do Executivo, e o de se fazer justiça, do Judiciário, o Congresso promoverá mudanças nas leis, reformulando e até suprimindo direitos que, a pretexto de ressocializar, estão servindo como meio para a prática de mais e mais crimes”.

“Ou reagimos fortemente à criminalidade e à violência, ou o país será derrotado por elas”, finalizou.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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