O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu, nesta segunda-feira (26), a exposição “Trilhas da Liberdade: Tecnologias Negras de Emancipação no Judiciário”, em Belo Horizonte. A mostra gratuita fica na sede do tribunal, no bairro Serra, região Centro-Sul, até 6 de novembro.
A exposição reúne documentos históricos, como cartas de alforria, ações de liberdade e processos cíveis, que mostram como pessoas escravizadas recorreram à Justiça para lutar pelos próprios direitos.
Documentos revelam estratégias de resistência
Além de buscar a Justiça, homens e mulheres escravizados usavam recursos legais, testamentos e depósitos judiciais, além de juntar dinheiro para tentar comprar a própria liberdade.
A diretora executiva de Gestão da Informação Documental do TJMG, Simone Meireles, explicou que o nome da mostra faz referência aos caminhos e às estratégias usados pela população negra para conquistar a emancipação.
Na abertura, o presidente do tribunal, desembargador Vicente de Oliveira Silva, destacou o protagonismo dessa população no processo de abolição. “A abolição não foi um ato de generosidade, foi uma conquista”, afirmou.
A exposição reúne documentos que integram um guia histórico do Arquivo Permanente do TJMG, premiado em primeiro lugar no Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário de 2026, na categoria Patrimônio Arquivístico.
Como visitar
- Local: Galeria de Arte do TJMG, na Avenida Afonso Pena, 4.001, bairro Serra, em Belo Horizonte
- Data: até 6 de novembro
- Horário: das 9h às 18h
- Entrada: gratuita








