“É uma pessoa de trato muito simples”. Foi essa a primeira percepção que o belo-horizontino Sandson Almeida teve de Robert Francis Prevost quando o agora papa Leão XIV esteve no Brasil. O pontífice foi eleito nesta quinta-feira (8), segundo dia do conclave.
Ao BHAZ, Sandson, que é teólogo e cientista da religião, recorda que esteve com o então frei Prevost por três vezes. Duas foram no ano de 2011: primeiro em um encontro de jovens latino-americanos em Lima, no Peru; depois com um grupo que participou da Jornada Mundial da Juventude em Madri, na Espanha. O último encontro foi em 2013, durante um encontro de jovens agostinianos, em São Paulo capital.
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“É uma pessoa de trato muito simples, mais um padre que estava ali no encontro, tomava café, tirava foto e fazia palestras. Lembro dele como uma simples, acessivel e sem estrelismos. Pelo que eu percebi dos outros religiosos, era um homem de firmeza, de diálogo”, recorda o professor de 40 anos.
Sandson diz que foi surpreendido com o anúncio do novo papa durante a tarde. “Eu estava fazendo terapia. Nunca imaginava em 2013 que ele seria o papa. Quando falei com ele comentei de onde era, do colégio onde dava aula. Acredito que é um homem que vai fazer bem para a igreja”.
O teólogo avalia que os anos de serviço do papa Leão XIV no Peru farão a diferença no papado: “Acho que isso diz muito sobre o que ele vai representar para a Igreja, que ele sem dúvida vai continuar com o processo de reforma que o papa Francisco vinha fazendo”.
“Me chamou a atenção no discurso do papa uma citação de um sermão de Santo Agostinho: ‘para vós sou bispo e convosco sou cristão’. Ser bispo é um encargo e ser cristão é graça. Ele dá mais ênfase para estar junto, ser cristão, do que para o cargo que ele ocupa. Acho que um papa agostiniano significa um papa que vai ser preocupado com as necessidades das pessoas, conforme diz Santo Agostinho. Um papa capaz de colocar os dedos em algumas feridas que são necessárias”, completa.













