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Literatura infantil atualiza temas e amplia representatividade, aponta UFMG

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ilustração ufmg
Dissertação aponta que a literatura infantil reúne temas clássicos que ajudam a construir a imaginação das crianças (Divulgação/UFMG)

A literatura infantil reúne temas clássicos que ajudam a construir a imaginação das crianças. Esse trabalho é fundamental, pois ajuda a desenvolver a criatividade, a lidar melhor com os medos e a compreender questões ligadas ao mundo real. Uma dissertação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra como esses trabalhos infantis podem influenciar o modo de vida das crianças.

Maria Beatriz Vasconcelos, mestre em educação pela UFMG, fez a dissertação “Um currículo de contos de fadas: a reiteração de normas prevalentes de gêneros e a produção de resistências por meio de corpos de crianças-meninas”. Ela destaca a importância de ensinar temas diversos.

“Uma perspectiva multicultural é importante em qualquer esfera da educação, no geral, especialmente nas publicações e nas ofertas para as crianças de uma literatura infantil em que a diferença faça parte. A gente percebe a importância desses modelos de ilustrações de outros corpos, outras experiências de vidas”, diz.

A escritora ressalta os benefícios de se terem cada vez mais contos de fadas com princesas negras ou em corpos de crianças. E que, na sua pesquisa, encontrou muitas publicações de livros que seguem este caminho.

“Tem chapeuzinho vermelho que planeja um plano para não ser atacado pelo lobo. Tem rapunzel que corta o próprio cabelo para fugir da torre contra a bruxa. Então são histórias divertidas e interessantes”, acrescenta.

A escritora e ilustradora, Carol Fernandes, explica o cuidado que se tem ao fazer trabalhos que possam fortalecer identidades e gerar representatividade.

“Eu acho que são temáticas que passaram pela minha própria infância e ainda passam pela minha vida enquanto uma mulher negra. E isso é muito amplo, múltiplo, não só as abordagens das temáticas raciais. E sim todo assunto que seja relevante que passa pela nossa vida no cotidiano”, pontua.

Patrícia Santana, que também é escritora, fala que ainda existe um padrão de estética que se baseia quase que única e exclusivamente na Europa. E que isso faz parte da chamada “história única”.

“Fica a ideia de que só existe aquela perspectiva, da história única. E quando você traz outras possibilidades, outras histórias, você desconstrói um pouco dessa história única e apresenta uma pluralidade. Então esse movimento é muito importante”, completa.

João Lages

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

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