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Vítimas da queda de helicóptero dos bombeiros são veladas neste domingo em BH

13/10/2024 às 11h01 - Atualizado em 13/10/2024 às 13h22
Velório ocorre no Colégio Santa Marcelina, na Pampulha (Foto: Isabella Guasti)

Autoridades e familiares já estão presentes no Colégio Santa Marcelina, no bairro São Luiz, região da Pampulha, em Belo Horizonte, para as últimas homenagens aos bombeiros, médico e enfermeiro mortos na queda do helicóptero Arcanjo 04, no fim da última sexta-feira (11) em Ouro Preto. O velório conjunto das vítimas ocorre na manhã deste domingo (13).

O governador Romeu Zema e o vice-governador Professor Mateus confirmaram participação no ato de despedida das vítimas. Zema esteve presente mais cedo, mas já deixou o local, sem falar com a imprensa. No sábado (12), o governo do estado decretou luto oficial de três dias pelo falecimento dos seis ocupantes da aeronave que caiu quando fazia o resgate da vítima de um avião monomotor, prefixo PS-SLR, no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto. O monomotor caiu na tarde dessa sexta-feira (11), causando a morte do piloto.

Na tragédia morreram o capitão Wilker Tadeu Alves da Silva, o 1º Tenente Victor Stehling Schirmer, o 2º Sargento Welerson Gonçalves Filgueiros, o 3º Sargento Gabriel Ferreira Lima e Silva, o médico Marcos Rodrigo Marques Trindade e o enfermeiro Bruno Sudário França.

Em frente ao portão do colégio, onde ocorre o velório coletivo, Rogério Quintao, condutor socorrista do Samu, falou com a imprensa sobre a dor da perda dos amigos. “[Eram] pessoas diferenciadas, uma perda enorme. O Bruno era uma pessoa super alegre, não tinha tempo ruim. O Marcos sempre brincando na central. Se esforçava para tudo. Fazia o máximo. Ontem, para trabalhar na Unimed, misericórdia”, desabafou.

Autoridades presentes

Nilmário Miranda, secretário do Ministério dos Direitos Humanos, esteve presente representando a ministra Macaé Evaristo e o presidente Lula. “Nesse momento, não tem palavras. Só o reconhecimento, morrer em serviço, prestando o trabalho que sempre prestou, o SAMU, os bombeiros, arriscam a vida diariamente… Tem que ter reconhecimento, conforto às famílias, demonstração do mais profundo respeito e carinho”, disse.

O secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, classificou o episódio como uma tragédia. “Nós temos recebido mensagens de solidariedade do país inteiro. São todos profissionais de excelência, com expertise fantástica naquilo que eles estavam acostumados a fazer. Então, não tem outra palavra que defina isso do que uma ‘tragédia'”, disse.

“Não era para acontecer”

Em pronunciamento nesse sábado (12), o governador Romeu Zema lamentou a morte dos profissionais enquanto cumpriam missão. “Estamos aqui num momento de profunda tristeza, com a perda de seis vidas, quatro militares e dois civis. Sem dúvida, nos meus cinco anos e dez meses como governador de Minas, essa é a maior tragédia envolvendo militares das nossas Forças de Segurança. Fica o meu agradecimento a todos que participaram da operarão de busca e a minha solidariedade às famílias”, disse.

Para o governador, essa foi uma tragédia que surpreendeu a todos. “Foi uma tragédia que nos surpreendeu. É algo que realmente não era para acontecer: temos aeronave com manutenção em dia, profissionais altamente capacitados e treinados. Era algo que não era para estar acontecendo, mas, infelizmente, aconteceu. Nós temos um Corpo de Bombeiros que nos dá orgulho, que participou do maior resgate da história, que é a tragédia de Brumadinho”, completou.

[matéria em atualização]

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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