O Enem 2026 começa neste domingo, 8 de novembro, e a reta final é também um momento de ansiedade e muitas dúvidas. Ainda vale escrever novas redações? É hora de revisar possíveis temas? Como organizar o tempo durante a prova? Uma das etapas que mais exigem atenção dos candidatos é justamente a redação, que tem peso significativo na nota final e pode fazer diferença na disputa por uma vaga no ensino superior.
Para ajudar os estudantes a chegarem mais preparados ao exame, o Chromos Colégio e Pré, através do professor Cláudio Garcia, especialista em redação, compartilha orientações práticas para os últimos dias de estudo. As dicas passam pelo descanso, pela revisão de repertórios e eixos temáticos e por cuidados que podem evitar a perda de pontos durante a prova.
Na reta final, descansar também faz parte da preparação
A primeira recomendação pode surpreender quem ainda pensa em produzir mais uma redação antes do domingo: agora, o ideal é evitar começar novos textos. Depois de um ano de treinamento, insistir em mais exercícios pode aumentar o desgaste e a ansiedade justamente quando o estudante precisa estar descansado para a prova.
“Como já treinou muito ao longo do ano, já se desgastou muito fazendo redação, então o ideal agora é que ele descanse”, orienta o professor Cláudio. Isso não significa deixar os estudos de lado. A sugestão é apostar em um descanso produtivo, começando pela leitura da Cartilha do Participante, disponibilizada pelo Inep.
O documento apresenta os critérios de avaliação da Redação e reúne exemplos de textos que alcançaram nota 1.000, acompanhados de comentários da própria banca. O professor recomenda priorizar as edições de 2022 em diante, que trazem referências mais recentes sobre a correção. “É muito interessante que o aluno leia nessa reta final as redações nota 1.000 para consolidar todos os conhecimentos que já construiu ao longo do ano”, explica.
Outra estratégia é reler as redações produzidas ao longo do ano e, principalmente, as correções recebidas. Esse exercício ajuda a recuperar informações, reconhecer os próprios pontos de atenção e evitar a repetição de erros. Também vale diminuir o tempo nas redes sociais: o excesso de palpites, previsões e conteúdos sobre o exame pode gerar insegurança e atrapalhar a concentração.
Repertório sociocultural: entenda os autores em vez de decorar citações
Na hora de construir a argumentação, o repertório sociocultural pode ajudar a dar consistência ao texto. Entre os autores que vale a pena revisar estão nomes como Milton Santos, Jessé Souza, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e Paulo Freire, que discutem questões sociais, políticas, culturais e educacionais do Brasil.
Mas não basta decorar uma frase atribuída a um pensador e encaixá-la em qualquer tema. O mais importante é compreender o pensamento do autor e saber relacioná-lo ao argumento defendido. Citações prontas, especialmente quando não têm fonte confiável ou aparecem sem contextualização, podem acabar prejudicando o desenvolvimento da redação.
“Em vez de decorar a frase, é mais importante que ele domine o pensamento”, destaca Cláudio. Segundo o professor, conhecer as ideias do autor dá ao candidato mais autonomia para adaptar o repertório à argumentação. Uma boa referência precisa ser apresentada, explicada e conectada ao tema e ao ponto de vista defendido.
Também é importante mostrar como aquela ideia se relaciona com a realidade brasileira, de preferência por meio de um exemplo concreto. Assim, o repertório deixa de ser apenas uma informação inserida no texto e passa a contribuir de fato para a argumentação.
Não tente adivinhar o tema: revise os eixos temáticos
A tentativa de descobrir antecipadamente qual será o tema da redação costuma aumentar a ansiedade dos candidatos. Em vez de apostar em previsões, a orientação é revisar os quatro grandes eixos temáticos trabalhados na preparação: social, político, cultural e científico.
Eles ajudam a organizar assuntos que podem aparecer na prova, como saúde, educação, violência, cidadania, meio ambiente, tecnologia e cultura. A partir dessa divisão, o estudante pode montar uma lista de possíveis problemas, argumentos e repertórios relacionados a cada área.
“É muito mais interessante revisar os eixos temáticos nessa reta final para diminuir a ansiedade do que ficar procurando possíveis temas que vão cair”, recomenda o professor. O objetivo não é decorar uma redação para cada assunto, mas ampliar a capacidade de relacionar conhecimentos e desenvolver uma discussão a partir do tema apresentado.
Dessa forma, mesmo diante de uma proposta inesperada, o candidato terá mais recursos para construir seu texto. Como reforça Cláudio, quando o estudante domina os eixos temáticos, consegue se preparar para diferentes possibilidades, sem depender de acertar uma previsão.
Como organizar o tempo durante a prova
A administração do tempo também merece atenção. Uma das estratégias trabalhadas pelos professores de Redação é começar o exame pelo texto dissertativo-argumentativo e reservar cerca de uma hora e meia para essa etapa. A organização, porém, deve considerar o ritmo e a estratégia de cada estudante.
O primeiro passo é analisar com atenção a frase temática e o comando da proposta. É preciso identificar qual problema está sendo apresentado e o que a banca espera da discussão: desafios, consequências, perspectivas ou importância de determinado assunto, por exemplo.
Na sequência, entram os textos motivadores. Eles podem oferecer dados e informações úteis para desenvolver os argumentos, mas não devem ser a única fonte de conteúdo do candidato. O ideal é relacionar essas referências ao repertório construído durante a preparação. “Os textos motivadores são indicadores da banca. Eles estão ali por um motivo específico”, explica Cláudio.
Antes de começar o rascunho, vale planejar o texto: definir a tese, selecionar os argumentos e organizar o que será apresentado em cada parágrafo. Embora pareça uma etapa que consome tempo, esse planejamento ajuda a dar mais clareza à escrita e evita que o estudante precise reorganizar toda a redação depois.
Uma possibilidade é deixar o rascunho pronto e seguir para as questões objetivas, retornando mais tarde para passar o texto a limpo. O professor sugere que essa etapa seja feita por volta das 17h, de acordo com o andamento da prova. A estratégia, no entanto, não é uma regra: cada candidato deve considerar seu próprio ritmo.
Atenção aos detalhes: erros que podem custar pontos
Na hora de passar a redação para a folha definitiva, a pressa pode ser uma grande inimiga. É nesse momento que alguns erros acabam passando despercebidos, como falhas gramaticais, palavras omitidas e até linhas puladas.
“Passar a limpo com muita calma. Isso é extremamente importante”, alerta o professor. Uma dica prática é fazer uma leitura em voz baixa do próprio texto antes de entregá-lo. Ao verbalizar o que escreveu, o candidato pode perceber problemas de pontuação, trechos pouco claros e dificuldades na construção dos períodos.
Também é importante conferir a macroestrutura da redação: verificar se a introdução apresenta os elementos necessários, se os parágrafos de desenvolvimento sustentam a argumentação e se a conclusão atende ao que foi solicitado. Reservar alguns minutos para essa revisão pode fazer diferença no resultado.
Chromos acompanha os estudantes durante a preparação
As orientações para a reta final fazem parte de um trabalho desenvolvido pelo Chromos ao longo do ano, com aulas de redação presenciais e online, turmas extensivas e intensivas e módulos temáticos para desenvolver repertórios e trabalhar as competências avaliadas no ENEM. Os estudantes também têm acesso a propostas semanais de redação no portal do aluno e recebem um diagnóstico completo do texto. Durante as aulas, os professores também constroem redações em conjunto com a turma, trabalhando desde a introdução até a conclusão.
“Os professores aqui no Chromos gostam muito de criar uma relação horizontal com os alunos, de igual para igual”, conta Cláudio. Na prática, isso significa que os estudantes participam da construção dos textos, apresentam ideias e argumentos e acompanham o professor na elaboração de cada parte da redação.
Chromos realiza mais uma edição da Ação Gabarito ENEM 2026
Além do acompanhamento durante a preparação, o Chromos também estará presente nos dois domingos de aplicação do exame, 8 e 15 de novembro, com mais uma edição da tradicional Ação Gabarito ENEM 2026.
A iniciativa se consolidou como referência nacional na correção extraoficial da prova. Em 2025, o Chromos alcançou 100% de acertos nas 185 questões do ENEM, resultado que reforçou a credibilidade da instituição na divulgação dos gabaritos.
Neste ano, o gabarito extraoficial começará a ser divulgado a partir das 18h30, nos dois dias de prova. Já às 20h, professores especialistas participarão de uma transmissão ao vivo no YouTube para comentar questões, analisar o perfil dos exames e esclarecer dúvidas sobre os conteúdos cobrados.
Gabarito ENEM 2026
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