Um adolescente de 16 anos, identificado como Bryce Vincent Gowryluk, foi resgatado de um penhasco na província da Colúmbia Britânica, no Canadá. O jovem ficou preso em um trecho de escalada técnica nos arredores de Vancouver no sábado (3).
Resgate de adolescente em penhasco no Canadá
Gowryluk iniciou a caminhada entre as montanhas Grouse e Crown após subir de gôndola até o topo da Grouse Mountain. Ele acabou entrando na Widowmaker Arete, uma formação com paredões íngremes que exige o uso de cordas e equipamentos específicos de escalada.
O jovem ligou para a mãe e acionou os serviços de emergência ao perceber que não conseguiria descer com segurança. A equipe North Shore Rescue utilizou um helicóptero para a operação, mas a proximidade com a rocha impediu a extração direta. Dois socorristas foram içados até o adolescente para retirá-lo da área perigosa.
O papel da IA no planejamento da trilha
Relatórios iniciais indicaram que o adolescente utilizou o Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, para planejar a viagem. O jovem, porém, contestou a ideia de que a ferramenta foi a única responsável por levá-lo ao local.
Em entrevista à emissora CBC, Gowryluk afirmou que o planejamento durou três dias e incluiu consultas ao Google Maps e ao AllTrails. Segundo ele, o uso de inteligência artificial serviu principalmente para organizar a lista de equipamentos e conferir dados do terreno.
Outros incidentes: O caso do Monte Shasta
Um incidente similar ocorreu no final de agosto na Califórnia, Estados Unidos, envolvendo três jovens no Monte Shasta. O grupo utilizou o Gemini, a ferramenta de IA do Google, para definir o percurso e a quantidade de suprimentos necessários.
Os trilheiros entraram no cânion de Mud Creek durante a descida noturna e um deles sofreu uma queda no joelho. Após o resgate, o grupo relatou que a IA indicou quantidades de comida e água inferiores às necessárias para a expedição.
Riscos da dependência de mapas e IAs digitais
Paul Markey, gerente de buscas da North Shore Rescue, alertou que a confiança cega em ferramentas digitais não substitui treinamento e experiência. Ele afirmou que a presença de uma rota em aplicativos pode levar usuários a acreditar erroneamente que o percurso é seguro.
Outros erros digitais foram registrados na região de Vancouver em julho. Naquele caso, o Google Maps indicou que a trilha Howe Sound Crest Trail levaria pouco mais de cinco horas, quando o tempo real estimado é de 12 a 14 horas.

















