Tributo a Ayrton Senna: 27 anos sem o tricampeão

Ayrton Senna
Ayrton Senna morreu no GP de Ímola em 1994 (Foto: Norio Koike)

O talento, o arrojo nas pistas e o carisma fizeram de Ayrton Senna um ídolo no Brasil e no mundo. E neste 1º de maio, 27 anos de sua passagem para outra esfera do universo, ele recebe homenagens até de quem nunca o assistiu nas corridas de domingo.

 Piloto Ricardo Gracia
O jovem piloto Ricardo Gracia vai correr a temporada com um selo no capacete em homenagem ao tricampeão (Foto: Rios Comunicação / Divulgação)

Entre eles o jovem piloto Ricardo Gracia Filho que, aos 16 anos, tem o tricampeão como exemplo. Por isso, para lembrá-lo exibe em seu capacete o selo “Ayrton Senna Sempre”, nas provas em que participa na temporada do kart de 2021.

No último fim de semana, durante o quarto round do WSK Super Master Series em Lonato, na Itália, o piloto também estreou orgulhoso o patch de Senna na carenagem do seu kart da equipe Forza Racing.

O símbolo vai acompanhá-lo no ano. “É uma honra carregar um pouco do que significa o Ayrton Senna. Infelizmente eu não pude vê-lo nas pistas, mas desde que eu era pequeno, e para sempre, vai ser a minha inspiração. Por ele ser brasileiro é uma honra muito grande poder levá-lo comigo nas pistas e pelos caminhos que eu percorro”, observa Gracia Filho.

O selo foi criado em 2014 pelo Instituto Ayrton Senna em homenagem aos 20 anos de legado do piloto tricampeão mundial de Fórmula 1. A organização avalia os pedidos caso a caso e autoriza o uso da imagem quando identifica que a homenagem atende ao padrão de preservar a história do brasileiro.

#MundoSenna

Ayrton Senna também terá um dia de muitas homenagens nos canais oficiais digitais a Senna Brand, marca que hoje é adminsitrada pelos familiares do tricampeão.

Com a hashtag “#MundoSenna”, uma campanha será lançada neste sábado, 1º, com uma série de ações. Uma delas é a exibição do vídeo emocionante “Acredite: vencer é possível”. O próprio piloto faz a narração do filme.

Luva Senna Victory
“Luva Senna Victory” , do artista plástico Cainã Gartner (Foto: Senna Brands/Divulgação)

Outra reverência vem do artista plástico Cainã Gartner. Ele criou a “Luva Senna Victory”, uma escultura em madeira, que celebra as 41 vitórias do brasileiro na F1 e tem tiragem limitada a 41 unidades.

O artista se diz muito feliz em transformar, mais uma vez, o legado do Senna em arte. “Tenho certeza que com esse trabalho, o primeiro de uma campanha especial em parceria com Senna Brands. Iremos emocionar os fãs e ainda eternizar essa trajetória ímpar por meio da arte, passando de geração em geração”, acrescenta.

A compositora musical e artista visual Paula Senna Lalli, sobrinha do tricampeão mundial de F1, participa de uma live nas redes sócias oficiais, que também faz parte da programação de homenagem. Ela criou, há dois anos, a escultura “Meu Ayrton”. A obra é confeccionada em bronze e foi entregue ao Papa Francisco, no Vaticano.

escultura "Meu Ayrton"
A escultura “Meu Ayrton” foi criada pela sobrinha do piloto, Paula Senna Lalli (Foto: Senna Brands/Divulgação)

O projeto de tributo ao piloto começa às 14h nas redes sociais.  Confira os links:

História de sucesso

Tricampeão da Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991), o paulistano Ayrton Senna da Silva teria hoje 61 anos se estivesse vivo. Começou sua carreira no kart em 1973 e em bólidos em 1981 – foi campeão na Fórmulas Ford 1600 e 2000.

Sua estreia na F1 ocorreu em 1984, ano em que marcou pontos em cinco corridas, mesmo em uma equipe modesta e com pouco investimento, a Toleman-Hart. Em 1985 foi para a Lotus-Renault e, três anos depois, juntou-se ao francês Alain Prost na McLaren-Honda.

Embora companheiros de equipe, os dois protagonizaram rivalidades incríveis dentro e fora das pistas. Na McLaren Senna conquistou seus três títulos até que, em 1994, foi para a Williams. Correu três provas, sendo que na última, no GP de San Marino, um acidente na curva Tamburello tirou-lhe a vida precocemente. Ainda hoje é um dos nomes mais importantes do automobilismo mundial.

Trajetória nas pistas

  • Temporadas: 1984–1994
  • Equipes: 4 (Toleman, Lotus, McLaren e Williams)
  • GPs disputados: 162 (161 largadas)
  • Títulos: 3 (1988, 1990 e 1991)
  • Vitórias :41
  • Pódios: 80
  • Pole-positions: 65
  • Voltas mais rápidas: 19
  • Primeiro GP: GP do Brasil de 1984
  • Primeira vitória: GP de Portugal de 1985
  • Última vitória: GP da Austrália de 1993
  • Último GP: GP de San Marino de 1994

Texto: Luís Otávio Pires

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Jornalistas Eduardo Aquino e Luís Otávio Pires são os editores do site Acelera Aí e da seção veículos do portal Bhaz

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