Home Colunas Christian Catão [Na ponta da língua] Dicas para brilhar na redação do Enem

[Na ponta da língua] Dicas para brilhar na redação do Enem

Por Christian Catão

Neste ano, quase 7 milhões de estudantes farão o Enem em todo o Brasil. A menos de dois meses para o exame, ainda tem muito estudante por aí se perguntando: qual o caminho para uma redação nota 1000 ? Fique atento, pois diversos pontos são extremamente observados pelos corretores. Cobra-se repertório cultural, conhecimentos dos principais fatos que se passam no Brasil e no mundo, coesão e coerência ao expressar as ideias, sólida capacidade de argumentação, além de articulação entre as ideias. No meio disso tudo, o aluno ainda esbarra nas particularidades da norma culta. Pensando nisso, montamos um roteiro para você se dar bem nessa prova, que corresponde a 20% do total dos pontos distribuídos no exame.

O “X” da questão

Três pontos são imprescindíveis para desenvolver um bom texto dissertativo- argumentativo no Enem: técnica, treino e conhecimento. Os dois primeiros podem ser adquiridos ainda na escola ou em cursos pré-vestibulares. O conhecimento, no entanto, precisa ser buscado pelo próprio aluno. Dessa forma, o estudante precisa ser curioso e ir em busca da informação.

Atualidades

As últimas edições do Enem apresentaram propostas de redação com foco em temas da atualidade. Diante disso, os candidatos devem ler livros, revistas e jornais para melhorar a capacidade argumentativa e dialogar de maneira tranquila com o tema da prova.

Mantenha a calma

Na véspera do Enem, não adianta querer treinar ou se cansar com mil leituras. Um dia antes da prova, o melhor a se fazer é descansar e se distrair. No dia da prova, comece pela matéria em que tem mais confiança, o que ajuda a manter a calma. Se começar pelo mais difícil, o estudante corre o risco de ficar nervoso e começar a errar naquilo que domina.

Fuga do tema X radicalismo e preconceito = nota zero na redação

Lembre-se de que textos que não forem coerentes com a estrutura textual dissertativa-argumentativa e que apresentarem trechos sem relação com o tema proposto configurarão “fuga ao tema” e receberão nota zero. Para que isso não ocorra, o estudante precisa ter segurança para escrever, o que depende de muita leitura. O candidato também deve estar atento aos expor suas ideias. O desrespeito aos direitos fundamentais está entre as cinco razões para ter a redação do Enem zerada. Por isso, é importante que o estudante valorize princípios de cidadania, igualdade, liberdade e diversidade, assuntos sempre presentes nos temas propostos.

Saiba quais são os erros mais comuns e como evitá-los

Desvios da norma culta, falta de coesão e coerência entre as partes do texto, acentuação, concordância e ortografia se repetem e afastam os alunos da nota máxima. Contra tudo isso, recomenda-se calma e muita atenção. Outra dica infalível é a leitura. Essa é, talvez, a única forma de realmente se aprender a fazer uma boa redação. Afinal, escrever é colocar em prática as normas assimiladas.

Verbo haver

Na maioria dos casos em que o verbo haver é empregado, ele não tem sujeito, é sujeito inexistente. Portanto, não há com quem esse verbo concordar. Se não há com quem concordar, ele ficará no singular, independentemente do seu tempo e modo verbal. Quais são esses casos ? Quando o verbo haver indicar tempo transcorrido. Como exemplo, podemos citar a frase “há duas semanas, vi-o caminhando na rua” e o caso do verbo empregado no sentido de existir, como em “havia 20 alunos naquela sala”.

Onde

Outro erro comum é usar “onde” para se referir a não-lugares. Os candidatos costumam jogar o pronome relativo onde em tudo o que é lugar. Porém, cuidado! Onde só retoma lugar. Caso o aluno queira retomar um nome que não é um lugar concreto, o correto é usar “em que”, “no qual”, “nos quais”, “na qual” ou “nas quais”.

Demonstrativos

É frequente a confusão entre pronomes demonstrativos como “este”, “esse” e “aquele”. Tais formas são usadas para retomar ou anunciar nomes que utilizamos ou utilizaremos. Servem para não ficarmos repetindo sempre a mesma palavra.

Entenda: “este”, “esta” e “isto” são usados para anunciar, como, por exemplo, na frase “o maior problema do continente africano é este: a fome”. “Esse”, “essa” e “isso” servem para retomar algo recentemente dito. Exemplo: “O maior problema do continente africano é a fome. Essa se apresenta também em países asiáticos”. “Aquele”, “aquela” e “aquilo” usa-se para retomar um nome dito antes do último nome que aparece: “Gosto de goiabada e queijo. Aquela porque é doce.”Quando houver três elementos o correto é: “Tenho três irmãos: Antônio, Arnaldo e Amadeu. Aquele é arquiteto, esse é advogado e este aeronauta”.

 Christian Catão

Jornalista e professor de Língua Portuguesa com pós-graduação na área de produção e revisão de texto. Atualmente, é mestrando na FAE-UFMG e trabalha na rede particular de educação e curso preparatório para concurso público e o Enem. Dúvidas e sugestões envie para: christiansouza@hotmail.com (031) 99697-9405

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Marcelo

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Marcelo Freitas é redador-chefe do Bhaz

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