Home NotíciasBHGrupo protesta contra maus-tratos e venda de animais no Centro de BH

Grupo protesta contra maus-tratos e venda de animais no Centro de BH

Um grupo realizou um protesto conta a venda e maus-tratos de animais, na manhã deste domingo (19), no Centro de Belo Horizonte. Os manifestantes são contrários à comercialização de pets em lojas da região e também no Mercado Central.

O grupo se reuniu em frente ao Mercado Central e caminhou pela avenida Amazonas até a Praça Sete, no coração da capital. De acordo com a coordenadora do Movimento Mineiro pelos Direitos dos Animais, Adriana Araújo, o ato foi pensado com um viés diferenciado.

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“Desta vez, o foco é a população que financia o comércio e não os comerciantes. O objetivo é abordar as pessoas falando dos bastidores desse tipo de comércio. De como esses animais chegam até o comércio e à casa das pessoas”, afirma.

Segundo Adriana, a ideia é somar
forças contra essa cultura “ultrapassada e cruel”.

“Precisamos lutar contra essa ideia
de que os animais são coisas que podem ser compradas, descartadas e dadas de
presente sem nenhum critério. Essa cultura precisa ser destruída, as pessoas
precisam ser multiplicadoras desta mudança que passa da hora de acontecer”,
ressalta.

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Mercado
Central

Constantemente, o Mercado Central é
alvo de polêmicas e discussões quanto à legislação e regulamentação da venda de
animais em seu espaço. No fim de 2018, a Justiça chegou a proibir a venda de
animais no mercado, atendendo ao pedido do Ministério Público de Minas Gerais.
Entretanto, ainda em dezembro, a liminar foi derrubada.

Já no início de 2019, o prefeito da
capital, Alexandre Kalil, vetou a Proposição de Lei que poderia limitar a venda
de animais em pet shops e clinicas, feiras, shoppings e, principalmente, no
Mercado Central de BH.

O Projeto de Lei (PL), do vereador
Osvaldo Lopes (PHS), previa que somente os canis, gatis e criadouros de BH
poderiam vender os animais, desde que tivessem um alvará de localização e
funcionamento junto à Prefeitura.

A proposta foi vetada integralmente pelo prefeito diante da alegação de que a lei é inconstitucional e poderia gerar gastos ao município.

Em conversa com o BHAZ, o representante jurídico do local, Matheus Bonaccorsi, disse que o Mercado Central defende que, se houver regulamentação, que seja para todos.

“Se a proibição da venda for algo
específico para o Mercado, irá ferir vários princípios de direito, pois não
existe legislação direcionada pra um estabelecimento. Não há decisão judicial
que proíba a venda.  Então, hoje, a venda
de animais é lícita e licenciada dentro do local, já que todas as empresas que
ali operam têm alvarás”, afirma.

Quanto à realização de protestos no interior
do Mercado, o porta-voz disse que o local não tem estrutura que permita
comportar os atos.

“Ao todo, 30 mil pessoas por dia
passam pelo Mercado. Nós temos a responsabilidade sobre tudo que acontece no
local. A estrutura física do Mercado não favorece esse tipo de manifestação. Qualquer
princípio de tumulto nos corredores pode deixar pessoas feridas. Por isso, pedimos
auxílio e o poder público entendeu que não há condições de comportar protestos
ali”, diz.

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