Home NotíciasBHPlaca em homenagem a Zumbi dos Palmares é recolocada em BH: ‘Rememorar a identidade negra’

Placa em homenagem a Zumbi dos Palmares é recolocada em BH: ‘Rememorar a identidade negra’

Para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta feira (20), o FAN-BH (Festival de Arte Negra de Belo Horizonte) realizou, nesta manhã, a reposição da placa do monumento “Liberdade e Resistência”, de autoria do artista plástico mineiro Jorge dos Anjos. A arte foi recolocada na avenida Brasil e trata-se de um símbolo da luta do povo negro pela igualdade entre os brasileiros e uma homenagem aos 300 anos de Zumbi dos Palmares.

Moisés Teodoro/BHAZ

A placa volta para o local, na altura do bairro Santa Efigênia, e marca as celebrações da 10ª edição do FAN, que em 2019 traz o tema Território e Memória. “A reposição da placa nessa edição significa que nós estamos voltando a ressignificar a identidade de Belo Horizonte nesse território e trazendo uma memória de resistência negra na cidade”, afirma ao BHAZ a curadora do FAN, Rosália Diogo.

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Moisés Teodoro/BHAZ

Inaugurada em novembro de 1995, o monumento se tornou uma referência de identidade negra na capital mineira. Em entrevista ao BHAZ, Fabíola Moulin, Presidenta da Fundação Municipal de Cultura, conta a importância do ato. “Essa placa que foi colocada há 24 anos, na primeira edição do FAN, desapareceu ao longo do tempo e a gente recoloca mostrando pra cidade que esse é um lugar importante de identidade e de memória”, afirma.

A solenidade também contou com a participação de 50 estudantes convidados da Escola Municipal Maria das Neves. “A educação e cultura tem que estar juntas, porque essa produção cultural ganha mais sentido quando a gente tem uma participação com a educação. São as crianças, jovens e adultos inseridos nesse universo escolar que tem condições de perpetuar essa produção cultural, entendendo que não é arte pela arte, e sim uma produção artística que dialoga com uma estruturação de um país”, diz Rosália.

Moisés Teodoro/BHAZ

Afirma ainda que no contexto de desconstrução de uma sociedade racista, a produção artística dialoga diretamente com a possibilidade da educação, em parceria com a cultura, construir uma sociedade melhor. “É muito importante essa relação, eu me sinto privilegiada em ser educadora e estar ao mesmo tempo na cultura, tentando fazer essa ponte para a gente manter essa interação, essa soma. Porque o que é a cultura sem a educação e o que é a educação sem a cultura?”, finaliza.

Moisés Teodoro/BHAZ

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