Home Notícias Minas Gerais Homem estupra menina de 14 anos após se passar por evangélico para ganhar confiança da família

Homem estupra menina de 14 anos após se passar por evangélico para ganhar confiança da família

Um homem de 35 anos é procurado pela polícia suspeito de estuprar uma adolescente de 14 anos no interior de Minas Gerais. Ele já estaria perseguindo a vítima há dois anos e se dizia evangélico para ganhar a confiança da família dela. O caso ocorreu em Capelinha, município com cerca de 38 mil habitantes no Vale do Jequitinhonha mineiro.

O crime teria ocorrido na manhã de terça-feira (14). A adolescente relatou à Polícia Militar que foi acordada com um barulho de alguém batendo na janela. Era o suposto autor, que é vizinho da menina, pedindo para que ela abrisse a porta. Após a garota se negar, o homem invadiu a residência e atacou a vítima.

Ele puxou o cabelo da adolescente dizendo que era “louco” por ela. Em seguida, a arrastou para o quarto antes de jogá-la em cima da cama, tampar sua boca, segurar seus braços e cometer o crime sexual. A menina relata que não teve forças para evitar o estupro.

Quando a mãe dela chegou em casa, flagrou a menina chorando. Ela tomou banho logo após o crime por, segundo relatou aos militares, sentir nojo de si própria. Desesperada, a mãe da vítima a levou para o Hospital de Capelinha, onde foi atendida e medicada.

Evangélico

O suspeito já tinha atacado a adolescente, quando ela tinha 12 anos, ainda conforme o relato da própria à PM. Na ocasião, o homem tentou beijá-la à força, mas ela conseguiu fugir. A menina chegou a contar à mãe, mas o caso não foi denunciado às autoridades. Desde então, o homem tem tentado se aproximar da família dizendo ser evangélico.

A equipe da PM fez buscas na residência do rapaz na própria terça, logo após o crime, mas foi informada pela mãe dele que ele viajaria na noite daquele dia em uma moto Honda Titan prata. Até mesmo uma mala com suas roupas estava pronta. No entanto, o suspeito não foi encontrado até hoje, mesmo com trabalhos de buscas realizados pelas autoridades policiais.

A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar o caso.

Crime sexual

Vale lembrar que o crime de importunação sexual se tornou lei em 2018 e é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de 1 a 5 anos de prisão.

Já o crime de estupro é previsto no art. 213, e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de 6 a 10 anos.

Especialistas ouvidas pelo BHAZ são unânimes ao ressaltar a importância da denúncia. Na capital mineira, além da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, existem ao menos outras três instituições que atendem esse público: Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher), da Defensoria Pública; Casa Benvinda, da Prefeitura de Belo Horizonte; e Casa de Referência Tina Martins, do chamado terceiro setor, sem vínculo governamental.

Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher: av. Barbacena, 288, Barro Preto | Telefones: 181 ou 197 ou 190
Casa de Referência Tina Martins: r. Paraíba, 641, Santa Efigênia | 3658-9221
Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher): r. Araguari, 210, 5º Andar, Barro Preto | 2010-3171
Casa Benvinda – Centro de Apoio à Mulher: r. Hermilo Alves, 34, Santa Tereza | 3277-4380

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