Home NotíciasCoronavírusZema diz que políticos ‘batem’ em Bolsonaro pois perderam ‘privilégios’: ‘O presidente quer fazer o bem’

Zema diz que políticos ‘batem’ em Bolsonaro pois perderam ‘privilégios’: ‘O presidente quer fazer o bem’

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse acreditar que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), é uma pessoa que deseja fazer o bem para o Brasil. Zema saiu em defesa do presidente alegando que parte da classe política perdeu privilégios com Bolsonaro e por isso “batem” nele. As declarações foram dadas em entrevista à Folha.

O chefe do Executivo de Minas tamém avaliou o combate à Covid-19 no Brasil. Para ele a imprensa “só tem mostrado tragédia” e deixado a parte boa sem destaque. O governador ainda disse temer “pagar meia folha só” do funcionalismo em maio, por conta dos impactos financeiros.

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A entrevista ao jornal paulista foi feita na última quinta-feira (23), antes da crise entre Bolsonaro e Moro estourar. A Folha recebeu uma mensagem de voz do governador para comentar o episódio.

“Moro deu esperança de que é possível ter um governo sem essa praga que de certa maneira sempre assolou o Brasil, a corrupção. O presidente Bolsonaro foi sábio ao levá-lo para o governo. E, se alguma instituição não está sendo respeitada, isso é muito preocupante”.

‘Bolsozema’

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Zema tem sido um dos poucos governadores com proximidade junto a Jair Bolsonaro. O mandatário mineiro já deixou de assinar duas cartas do Fórum Nacional de Governadores criticando as atitudes do presidente na pandemia.

A última carta foi na semana passada e a alegação de Zema foi: “Prezar pelo bom relacionamento entre os poderes”.

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“Vejo o presidente como uma pessoa que quer fazer o bem para o Brasil. Ele tem, como todos nós, defeitos e qualidades. Mas parece que parte da classe política, que talvez tenha ficado sem alguns privilégios, tem batido nele de forma que eu não concordo”, disse à Folha.

O governador destacou que os demais chefes de Estado não devem interferir na relação de Bolsonaro com a Câmara e o Senado. “Relacionamento de presidente e Congresso é assunto deles”.

Para Zema alguns estão querendo “holofote, protagonismo e mídia”, mas não citou quem. Limitou a dizer que estava “falando de modo geral”.

Mesmo defendendo Bolsonaro, o governador de Minas não se considera um aliado do presidente. “Não sou fã dele e também não sou crítico”. Ao ser perguntado sobre o que destacaria no governo do presidente da República, Zema apontou a formação dos ministérios.

“Você deve lembrar bem quantos problemas de corrupção e empreguismo houve na era PT, que antecedeu o governo Bolsonaro. Quantos ministros corruptos tivemos na gestão Bolsonaro? Quantos escândalos?”, indagou.

Mesmo com a acusação do ministro mineiro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, no escândalo dos laranjas, Zema disse que “na era PT a incidência era bem maior”.

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Covid-19

Romeu Zema defende a flexibilização do isolamento social, mesmo o país não tendo alcançado o pico da pandemia do novo coronavírus. “O Brasil é um dos um países que melhor tem conduzido essa pandemia no mundo”, disse.

Na última semana ele apresentou o protocolo para a retomada da economia no Estado. O plano foi intitulado de “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”.

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O governador diz ser contra à forma de cobertura da imprensa, já que, segundo ele, “só tem mostrado tragédia”. “Parece que mídia gosta de mostrar só morte, só tragédia, só coisa ruim. Nós temos coisa boa para mostrar também”.

As “coisas boas” ditas pelo governador são as situações de alguns Estados do país. “Por que a mídia até hoje não mostrou Tocantins, que é o melhor Estado do Brasil, com um óbito só? Vamos mostrar o ruim, para servir de alerta, e vamos mostrar o bom, para servir de aprendizado”, sugeriu.

Zema acredita que o Brasil não vai registrar tantas mortes como Itália, Espanha e EUA, pois a situação “não é tão ruim”.

Salários dos servidores

O impacto nas finanças do Estado, por conta do novo coronavírus, tem refletido no caixa do governo de Minas. Em abril somente os servidores da saúde e segurança receberam o salário integral – as demais vão receber a quantia que falta na terça-feira (28).

Zema defende ajuda do governo federal aos Estados e não descarta mais um atraso no pagamento dos servidores.

“Este mês, nós já atrasamos. Foi o primeiro em que nós não tivemos condição de no início do mês dar uma programação para o funcionalismo. Para maio, vai ser muito pior. Talvez vamos conseguir pagar meia folha só”, concluiu.

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