Vídeo flagra últimos momentos de criança que morreu ao cair de prédio; empregadora é autuada

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Miguel caiu de uma altura aproximada de 35 metros (Reprodução/Facebook + Reprodução/Twitter)

Um vídeo registrado pelo circuito interno de segurança do elevador mostra os últimos momentos de vida do pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu após cair do 9º andar de um prédio em Recife, no Pernambuco. O caso aconteceu nessa terça-feira (2) e tem repercutido por todo o Brasil.

O menino passava o dia com a mãe, Mirtes Renata, que trabalha como empregada doméstica em um apartamento no 5º andar do condomínio Píer Maurício de Nassau, complexo de luxo no Centro de Recife conhecido como “Torres Gêmeas”.

O acidente ocorreu quando a mãe do menino desceu para passear com o cachorro da empregadora. Miguel teria ficado aos cuidados da dona do apartamento, que estava acompanhada, ainda, de uma manicure. Segundo as autoridades locais, o menino sentiu falta da mãe e teria começado uma busca por ela.

No vídeo, uma mulher aparece conversando com Miguel já dentro do elevador. Em determinado momento, a mulher aperta o botão para o elevador subir. A porta se fecha, o equipamento sobe e Miguel desembarca no 9º andar, onde ocorreu o acidente.

Naquele pavimento, Miguel caiu de uma altura aproximadamente de 35 metros de altura. Em entrevista coletiva transmitida nas redes sociais, o delegado Ramón Teixeira responsabilizou a empregadora pela tragédia.

“Ela [a empregadora] tinha o dever de cuidar da criança. Houve comportamento negligente, por omissão, de deixar a criança sozinha no elevador”, disse o policial.

A empregadora de Mirtes chegou a ser detida no dia do crime e foi autuada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A mulher, que não teve o nome divulgado, pagou uma fiança de R$ 20 mil e foi liberada. Ela deve responder pelo crime em liberdade.

Mobilização

Pelas redes sociais, a morte do menino causou comoção. Internautas levantaram uma campanha pedindo justiça na condução das investigações e a punição à empregadora de Mirtes.

Um abaixo-assinado (veja aqui) foi criado e já conta com mais de 180 mil assinaturas até esta quinta-feira (4). “Queremos justiça pela vida do pequeno Miguel e por toda sua família vítima de uma tremenda irresponsabilidade da patroa. A vida dele importa e vale muito mais que 20 mil reais de fiança”, diz o texto que acompanha o abaixo-assinado.