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Minas bate recorde de mortes e Estado anuncia avanço em flexibilização

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O programa de retomada da economia criado pelo governo do Estado, o Minas Consciente, determinou que a macrorregião Centro-Sul avance nas medidas de reabertura do comércio. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (9), no dia em que Minas registrou novo recorde de mortes por Covid-19, com 90 óbitos (leia aqui).

O secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, anunciou, nesta tarde, o avanço da macrorregião para a “Onda Branca” (veja mais abaixo), que permite a reabertura de atividades como autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas.

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Números

O recorde de mortes nesta quinta-feira foi registrado um dia após o Estado repetir o que era, até então, o maior número de óbitos registrados em 24 horas – 73 falecimentos. De acordo com o boletim epidemiológico de hoje, nas últimas 24 horas, 2.829 casos foram confirmados – elevando o total de infectados para 66.864.

Em Minas, 1.445 pessoas já morreram por causa da Covid-19. Veja o que mudou em relação ao boletim de quarta-feira:

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  • 66.864 casos confirmados (aumento de 4,4%)
  • 1.445 mortes (aumento de 6,6%)
  • 22.302 casos em acompanhamento (aumento de 1,6%)
  • 43.117 casos recuperados (aumento de 5,8%).

Sem testagem em massa

O pico da pandemia no Estado está previsto, segundo a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde), para a próxima quarta-feira (15). Ainda assim, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou, em coletiva de imprensa, que o Estado ainda não tem capacidade para realizar uma testagem em massa.

Ele disse que, apesar de Minas ter recebido 500 mil testes PCR do Ministério da Saúde em julho, a pasta ainda não tem todos os recursos necessários. Amaral ressaltou que, além dos testes, são necessários materiais como kits para coleta de amostras, swabs [cotonetes], tubos de produção, reagentes para extração e amplificação e placas compatíveis com os equipamentos.

“Muitas vezes, temos os testes disponíveis, mas encontramos gargalos em algumas dessas etapas. Ainda não estamos prontos para fazer testagem em massa. Quando tivermos todos esses materiais prontos, ideia da secretaria é fazer uma testagem ampliada, mas essa ainda não é a realidade”, explicou.

Carlos Eduardo Amaral pediu que a população de Minas Gerais respeite o isolamento social, evite sair de casa, use máscaras e lave as mãos com frequência.

Como foi feita a divisão das ondas?

Romeu Zema (Novo) explicou, em abril, que o plano Minas Consciente foi elaborado a partir de uma parceria entre a Sedese (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social) e a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde).

Primeiro, a Sedese fez uma lista levando em consideração o número de trabalhadores de cada setor, o impacto do fechamento dos serviço para a economia, a importância de cada setor para a sociedade e os aspectos fiscais. Depois, a SES-MG fez um cruzamento de dados levando em consideração, por exemplo, o potencial da aglomeração da atividade.

Além disso, um estudo foi realizado por região. Os prefeitos saberão o número de doentes de cada área e também o número de leitos disponíveis. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, acrescentou, na ocasião, que a iniciativa não é rígida. Dependendo do número de casos, o plano pode sofrer alterações. “Nós podemos avançar, parar ou retornar ao nível anterior”, explicou Carlos.

‘Onda 0’

Os serviços essenciais que, estão funcionando desde o início da pandemia, foram nomeados de “Onda 0”. A ideia é que os prefeitos e empresários dos 853 municípios de Minas Gerais adotem os mesmos cuidados para manter os negócios. As orientações de uso de máscara, higienização e a proibição de aglomerações estão mantidas (relembre aqui).

Entre os setores que compõem a “Onda 0”, estão: hipermercados, lojas de material de construção, autopeças, farmácias, revenda de gás, padaria, açougue, posto de gasolina, e etc.

‘Primeira Onda’

O governo considerou que esses serviços tem “baixo risco”. Entre os setores estão lojas de artigos esportivos, empresas de publicidade, lojas de vestuário e calçados, lojas de fogos de artifício, agências de turismo, concessionárias, entre outros.

‘Segunda Onda’

A “Onda 2” abrange empresas que, conforme a classificação do governo, apresentam risco médio para a disseminação da Covid-19. Fazem parte da lista comércios como papelarias, floriculturas, comércio de animais vivos, tabacaria, hotéis, lojas de brinquedo, e etc.

‘Terceira onda’

As empresas que integram a “Onda 3″ são aquelas com maior risco de disseminação do novo coronavírus, de acordo com o estudo. No grupo dos últimos comércios que vão reabrir estão livrarias, lojas de variedades, salões de beleza, bancas de jornais, lojas duty free de aeroportos.

Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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