Projeto da Grande BH que apoia afetados pela pandemia precisa de ajuda

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Projeto atende moradores de Raposos desde 2012 (Divulgação/Casa de Gentil)

Imagine perder tudo o que você tem em uma enchente, se deparar com uma crise de saúde global poucos meses depois e, ainda assim, conseguir encontrar uma forma de ajudar a comunidade a se reerguer. Foi exatamente isso que a ONG Casa de Gentil fez em Raposos, na região metropolitana de BH. Diante da necessidade imposta pela situação, a ONG passou de um projeto de valorização cultural a uma plataforma de suporte à população – e agora precisa de ajuda para continuar.

A casa, que existe desde 2012 com o objetivo de valorizar a arte e a cultura local, precisou fazer mudanças radicais para conseguir ajudar os moradores já no início deste ano, antes da ameaça da Covid-19. “A gente começou o ano com uma enchente que destruiu uma boa parte de Raposos e a gente teve a nossa casa completamente destruída, não sobrou nada. Então desde então a gente vinha trabalhando pra reconstruir a casa”, conta a voluntária Ana Rodrigues ao BHAZ, lembrando a enchente que deixou milhares de pessoas desabrigadas em janeiro.

Um dia depois da enchente, o projeto tomou a forma que tem hoje: de centro de apoio à população, com os voluntários ajudando a distribuir mantimentos e acolher moradores afetados. Esse papel se tornou ainda mais essencial quando, poucas semanas depois, a Covid-19 alcançou a cidade e, por isso, a ONG decidiu abrir um financiamento coletivo para recolher doações (detalhes no fim da matéria) que ajudem a manter o suporte às pessoas mais afetadas.

Mães Gentis

Desde o início da pandemia, o projeto já conseguiu distribuir 3.800 quilos de mantimentos, mil máscaras, 40 vales gás, mais de 100 cestas hortifruti, 80 cestas padaria, 70 ovos de páscoa e 250 refeições. Também foram quase 200 kits de higiene pessoal, mais de 200 sabonetes e 72 pares de chinelos, entre outras ações. Tudo isso foi viabilizado pelos voluntários com a colaboração de diversas pessoas de fora da equipe e a esperança é que o financiamento coletivo ajude a amplificar essas ações. “A gente ajudou a população mesmo, porque a maioria das pessoas da comunidade são profissionais autônomos, que foram muito prejudicados pela pandemia”, pontua Ana.

Ela explica ainda que o dinheiro arrecadado também vai ajudar na realização de um sonho antigo que a Casa de Gentil conseguiu tirar do papel em julho: o Mães Gentis, que ajuda a garantir autonomia financeira das mães das crianças atendidas pelo projeto: “Com esse projeto, a gente consegue valorizar a cultura local, as quitandas, que são tão tradicionais aqui, e ajudar pessoas locais com a venda de hortaliças e verduras”.

Todo o dinheiro arrecadado com o financiamento coletivo será usado para manter o Mães Gentis ativo e para reconstruir a sede da ONG que, por causa da pandemia, até hoje não se recuperou dos estragos da enchente.

Como ajudar?

O formato de financiamento coletivo escolhido pela ONG foi de contribuições mensais. Isso significa que a vaquinha online não tem data para acabar e quem quiser ajudar pode contribuir com doações mensais. São diversas possibilidades de valores e as pessoas podem se cadastrar para doar por quantos meses quiserem – sem fidelidade ou taxas extra.

Ao todo, são sete opções de doações e a maioria tem recompensas variadas, como camisetas, canecas, adesivos e até uma obra de arte feita por um artista local. O valor mínimo de doação é de R$ 10 ao mês e o máximo é de R$ 400.

Para doações e mais informações, acesse aqui.

Edição: Roberth Costa
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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