Covid-19: Médicos de BH divulgam carta com alerta para a população

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Médicos divulgaram carta pública com alerta para a população (Amanda Dias/BHAZ)

Médicos intensivistas de hospitais públicos e privados de Belo Horizonte assinam uma carta pública em que fazem um alerta à população. Divulgada nesta quinta (19), ela trata de um possível aumento de casos graves de Covid-19 na cidade. Segundo os profissionais, nos últimos dias, o número de internações de infectados graves cresceu na capital 20%.

O Grupo Colaborativo dos Coordenadores de UTIs de BH é o responsável pelo comunicado. A organização voluntária reúne gestores de terapia intensiva para o enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Segundo o grupo, o número de pacientes internados em leitos de isolamento para o novo coronavírus subiu de 197 para 283. Já o de pacientes mais graves, e em ventilação mecânica, passou de 115 para 142.

O aumento nos números e a chegada de uma possível segunda onda de contaminações desperta atenção. “Assim, é absolutamente essencial retomarmos o esforço coletivo de ampliar a adoção das medidas preventivas capazes de reduzir a transmissão, voltando ao nível de empenho e cuidado que já tivemos antes quando conseguimos derrubar os números críticos da doença (casos novos, leitos ocupados, mortes por dia) para um terço do que foram no pico”, diz um trecho da carta.

‘Por favor, se cuidem ainda mais’

Além de apresentar os números da Covid-19 nos últimos dias, o grupo colaborativo ainda recomenda uma série de ações para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Elas podem ser individuais ou coletivas.

Manter distância de pelo menos 1 metro e meio de outras pessoas, usar máscara de forma correta, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool e evitar tocar o rosto são algumas das precauções individuais.

Já coletivamente, o grupo sugere campanhas sobre a importância das medidas, além da garantia de quarentena para casos suspeitos e isolamento para os confirmados. Os responsáveis também lembram que os ambientes públicos devem ser bem ventilados e que a vacina, quando for eficaz e segura, deve ser disponibilizada a todos com critérios explícitos e corretos de prioridade.

“Enquanto isso, nós médicos e demais profissionais da terapia intensiva continuaremos na nossa missão de salvar o máximo de vidas dos pacientes que chegam a precisar de terapia intensiva e temos orgulho de que até agora não ocorreram mortes por falta de cuidados de terapia intensiva em nossa cidade”, aponta outro trecho do documento divulgado.

“Por favor, se cuidem ainda mais e cuidem mais das pessoas próximas. Precisamos da ajuda de todos”, finaliza a carta. Leia na íntegra aqui.

Roberth Costa
Roberth Costaroberth.costa@bhaz.com.br

Editor do BHAZ desde junho de 2018 e repórter desde 2014. Participou do processo de criação do portal no ano de 2012. É formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Promove de Belo Horizonte e tem como foco a editoria de Cidades.

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