TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Assédio moral e falta de água: Fiscalização aponta irregularidades do Aeroporto Internacional de BH

12/07/2024 às 15h34 - Atualizado em 12/07/2024 às 18h17
As principais irregularidades do Aeroporto de Confins envolvem assédio moral, falta de acesso a água e aos banheiros (Divulgação/SRTE-MG)

Constantemente premiado, principalmente por causa da pontualidade com voos, o Aeroporto Internacional de BH, em Confins, vem apresentando irregularidades no tratamento dado aos funcionários que mantém a operação ativa. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais apresentou denúncias dos trabalhadores contra o terminal nesta sexta-feira (12). Entre as principais queixas estão assédio moral e falta de acesso à água e aos banheiros.

A operação denominada “Voo Seguro” contou com a participação de 33 auditores-fiscais do trabalho. Após cerca de quatro meses de investigação, os agentes emitiram 241 multas para 19 empresas, incluindo companhias aéreas e a administradora do aeroporto, a BH Airport.

A equipe de fiscalização afirma ter identificado uma série de irregularidades para o público interno, que são os trabalhadores que ali estão com certa frequência, quase que todos os dias.

“São questões graves de saúde e segurança. Existe água, existe banheiro e existem assentos para descanso entre uma aeronave e outra, porque é um trabalho muito pesado de carregamento de malas e pneus de até 180 kg. Só que eles [os funcionários] são impedidos muitas vezes de acessar e se deslocar para tomar água, ir ao banheiro. Temos recorrentemente os trabalhadores com estes tipos de reclamações”, afirma a auditora-fiscal do trabalho Julie Teixeira.

‘Ambiente de trabalho adoecido’

No aeroporto existem cerca de 7 mil funcionários entre próprios e terceirizados. Os problemas relatados pelos trabalhadores se equivalem à complexidade da operação, segundo as fiscalizações.

“Estamos falando de um ambiente de trabalho adoecido. Estamos falando de um assédio moral organizacional. Ele acontece quando a organização do trabalho, porque é desorganizada, causa um estresse, um sofrimento psíquico aos trabalhadores, explica o auditor Lucas Oliveira.

Ainda segundo o agente, as companhias aéreas e a administradora do aeroporto contratam as empresas terceirizadas, mas não deixam as subcontratadas trabalharem da forma como deveriam. Então elas acabam dando ordens diretas aos funcionários.

“Isso atrapalha a operação para os trabalhadores, porque ficam sem saber qual é o regramento, como executar as tarefas, quem é o chefe imediato. Isso complica a vida do trabalhador, leva ele a um estresse impressionante. E somado às outras irregularidades como jornada, falta de descanso, trabalho fisicamente estressante, tudo isso leva a um estresse psicológico muito grande”.

Automedicação e busca por melhorias

Mediante a esses problemas, a automedicação se torna um hábito comum entre os funcionários, segundo o médico do trabalho Luiz Antônio Rabelo Rocha.

“Eles usam, principalmente, anti-inflamatório de vários tipos, analgésicos e relaxantes musculares. Existem também os ansiolíticos e antidepressivos que eles obtêm as receitas nas comunidades próximas às suas casas”.

De acordo com Julie, essas questões são muito relevantes e precisam ser melhoradas para evitar que os problemas continuem entre os funcionários.

Neste momento, há a fase de elaboração dos relatórios fiscais. As empresas recebem os atos de notificação e podem recorrer em até 10 dias. Já em agosto, a equipe da Superintendência vai montar um planejamento para que as condições de trabalho sejam melhoradas.

“Nosso objetivo maior é a melhoria das condições e reduzir esses acidentes para que a gente não tenha esse tipo de situação e o Aeroporto de Confins seja sim premiado para o público externo e para o público interno”, finaliza a auditora.

O que diz o BH Airport?

“A concessionária informa que ainda não foi notificada sobre o resultado da auditoria conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, de forma que não é possível diferenciar o que cabe a ela e o que é de responsabilidade das outras 18 empresas citadas. Com esse entendimento, prestará os devidos esclarecimentos em total cooperação com o Ministério do Trabalho e Emprego, confiante de que eventuais pontos serão devidamente equacionados.

A concessionária reafirma seu compromisso com a segurança, o bem-estar e o respeito a todos os colaboradores da comunidade aeroportuária, em total observância à legislação aplicável”.

João Lages

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

João Lages

Email: joao.lages@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

Mais lidas do dia

Resultado da Lotofácil da Independência: veja os números sorteados e saiba se você levou R$ 300 milhões

lotofácil da independência

Vídeo mostra ataque de abelhas a uma aluna em escola de Ibirité, na Grande BH

Criança é atacada por exame de abelhas na porta de escola em Ibirité

Professores das escolas particulares da Grande BH entram em greve por tempo indeterminado

Apostas de BH, Contagem e Betim cravam Lotofácil da Independência e levam R$ 4,4 milhões cada

BH Contagem Betim Lotofácil da Independência

‘Pensei nas minhas filhas’, diz motociclista que resgatou menina de ataque de abelhas em escola de Ibirité

Motoqueiro que resgatou criança de ataque de abelhas em Ibirité diz que pensou nas próprias filhas

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ