A Voepass corrigiu neste sábado (10) o número de vítimas do voo 2283, que caiu nessa sexta-feira na região de Vinhedo, no interior de São Paulo. Depois de divulgar a lista, primeiramente, com 62 pessoas e alterar a informação para 61 vítimas, a companhia voltou a confirmar o número de mortos como 62.
Segundo a Voepass, Constantino Thé Maia é uma das vítimas do acidente. O nome dele não estava na lista de passageiros embarcados, divulgada ontem, por uma questão técnica identificada pela companhia referente às validações de check-in, validação do boarding e contagem de passageiros embarcados.
“Em respeito à identidade do passageiro e de sua família, a Voepass decidiu confirmar a informação de que Constantino estava a bordo do voo 2283 somente quando não houvesse dúvidas”, justificou a empresa.
Entenda o acidente
O voo 2293 decolou de Cascavel (PR) com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na tarde dessa sexta, porém, o avião perdeu altitude e caiu. O avião era um turboélice de passageiros, modelo ATR-72.
Ainda não há informações sobre a dinâmica do acidente, mas pilotos reportaram a presença de gelo nos céus da região de São Paulo e acreditam que isso pode ter contribuído para a queda do avião.
Segundo a Climatempo, no momento da queda do avião, por volta de 13h30, o radar de Bauru “não indicava chuva significativa na região de Vinhedo, porém havia áreas de instabilidade se deslocando nas proximidades do acidente”. Os radares indicaram temperaturas entre -9°C a -11°C na altitude determinada.
Em entrevista ao BHAZ, o piloto comercial, instrutor de voo e presidente da Voa Prates, Estevan Velasquez, afirma que as condições podem ter ocasionado um estol, quando as asas do avião perdem a função, e deixam de segurar o avião em voo e, como consequência, a aeronave passa a seguir a sua vontade própria, resultando no já citado “parafuso chato”. “É muito, muito, muito difícil, quase impossível, o piloto fazer qualquer coisa para tirar o piloto dessa condição”, explicou.
Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) fizeram o primeiro atendimento da ocorrência e vão apurar as causas do acidente.










