A barragem Campo Grande, da Vale, em Mariana, na região Central de Minas, passou de categoria de risco baixa para média. A mudança foi registrada pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no boletim referente a julho e acontece sete meses depois de a mineradora anunciar a conclusão das obras de descaracterização da estrutura, em dezembro de 2025.
Segundo a ANM, a alteração não significa que a barragem esteja sob risco de rompimento. A chamada Categoria de Risco (CRI) é uma classificação usada pelo órgão para acompanhar e definir prioridades de fiscalização das barragens.
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A mudança ocorreu depois de uma fiscalização realizada pela agência, que identificou alterações no estado de conservação dos taludes, necessidade de revegetação e pontos de assoreamento em dispositivos de drenagem superficial.
Barragem da Vale segue em monitoramento
De acordo com a ANM, a Campo Grande ainda é monitorada, mesmo com as obras de descaracterização previstas já realizadas. A fiscalização serve para verificar como as intervenções feitas até então estão funcionando.
Após a conclusão das obras, o acompanhamento da barragem de rejeitos de minério é feito por cerca de dois anos, de acordo com o que prevê a legislação. Durante esse período, novas informações ou alterações encontradas nas inspeções podem modificar os parâmetros usados para calcular a Categoria de Risco.
A agência afirma que as condições encontradas na Campo Grande foram suficientes para mudar a classificação de baixa para média, mas não estão relacionadas a um potencial comprometimento da segurança da estrutura. Após a fiscalização, a ANM determinou que a Vale adotasse medidas corretivas. Em uma inspeção realizada e informada pela empresa em 17 de julho, os procedimentos já estavam em implementação.
A Vale, por sua vez, afirma que a barragem, em Mariana, permanece estável e segura e que não há qualquer nível de alerta ou emergência. A empresa também reforça que as obras de descaracterização foram concluídas em dezembro de 2025 e comprovadas junto aos órgãos competentes.
Ainda segundo a mineradora, a legislação prevê que a estrutura continue sendo acompanhada pela ANM. Nesse período, a Categoria de Risco pode apresentar variações, que, segundo a empresa, são tratadas com ações rotineiras de manutenção.
A Vale afirma ainda que a Campo Grande é monitorada 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMG) da própria empresa.









