O Abrigo Amigo completou um mês de funcionamento em Belo Horizonte com 1.178 chamadas registradas nos 100 pontos de ônibus que contam com o equipamento. O serviço permite que passageiros façam uma videochamada com uma atendente enquanto esperam pelo coletivo, principalmente em situações de vulnerabilidade durante a noite.
Lançado pela Prefeitura de Belo Horizonte em 4 de agosto, o serviço funciona das 20h às 5h. Do total de chamadas registradas no primeiro mês, 1.173 foram pedidos de companhia remota, três envolveram atendimento médico e dois resultaram no acionamento das forças de segurança.
O equipamento funciona como uma espécie de companhia durante a espera pelo ônibus. Ao apertar um botão, o passageiro inicia uma videochamada com uma das 30 profissionais treinadas como assistentes sociais e especialistas em violência contra a mulher. Elas oferecem acolhimento e, quando necessário, orientam ou acionam serviços de emergência.
Para usar o Abrigo Amigo, não é preciso fazer cadastro ou informar o nome. O passageiro deve apertar o botão localizado na lateral do painel digital, e uma videochamada começa automaticamente com uma atendente.
A conversa pode continuar enquanto a pessoa espera pelo ônibus e termina quando ela embarca ou decide encerrar o atendimento. Além da companhia, a equipe pode orientar o passageiro e acionar serviços públicos, de saúde ou de segurança quando necessário.
Tecnologia e acessibilidade
A iniciativa é executada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Sumob) em parceria com as empresas Eletromídia e Claro. Os equipamentos foram instalados sem custo para o município e fazem parte do projeto de modernização dos pontos de ônibus da capital.
Os abrigos têm internet de alta velocidade, conexão por fibra e tecnologia 5G, além de câmeras noturnas, microfones e alto-falantes que permitem a comunicação em tempo real com a equipe de atendimento.
O sistema também foi pensado para pessoas com deficiência. O botão de acionamento tem identificação em braile e fica a 1,20 metro do chão, facilitando o acesso de cadeirantes, crianças e outras pessoas com mobilidade reduzida. O atendimento conta ainda com comunicação em Libras, e a implantação de legendas nas chamadas está em andamento.
Onde estão os abrigos
Os 100 pontos foram escolhidos pela Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob) com base em fatores como o movimento de passageiros durante a noite, atendimento por linhas do serviço Madrugão, proximidade de hospitais e instituições de ensino e condições para instalação dos equipamentos.
Os abrigos estão espalhados por diferentes regiões da cidade, incluindo pontos das avenidas Alfredo Balena, Amazonas, Augusto de Lima, Presidente Carlos Luz, Afonso Pena, Sinfrônio Brochado e Cristiano Machado.








