O Metrô BH iniciou, nesta semana, uma nova etapa das obras da Linha 2, com a mobilização das frentes de trabalho das futuras estações Nova Gameleira, Nova Cintra e Vista Alegre. Nesta segunda fase, as obras avançam em diferentes pontos do trecho onde será implantada a Linha 2.
As atividades incluem preparação do terreno, terraplanagem, contenções, fundações e outras estruturas necessárias para a futura operação da linha. Os trabalhos serão realizados simultaneamente em diferentes pontos do trecho.
O início dessas frentes dá continuidade à primeira etapa das obras, que contemplou a execução de via permanente dupla interligando as estações Nova Suíça e Amazonas.
Segundo o superintendente de Implantação Civil do Metrô BH, Wagner Porfirio, a obra envolve diferentes áreas da engenharia trabalhando de forma coordenada. Ele afirma que o cronograma inclui desde a limpeza e preparação da faixa de domínio até intervenções para a transposição de vias urbanas e ferroviárias existentes, sem interromper a dinâmica da cidade.
Como será a Linha 2
A Linha 2 terá 10,5 quilômetros de extensão e sete novas estações. O projeto prevê ampliar em 46% a rede metroviária da Região Metropolitana de Belo Horizonte, conectando 90 bairros e integrando regiões estratégicas da Grande BH.
A previsão de início da operação completa é março de 2028.
A implantação das duas vias necessárias para a operação dos trens demandará 21 quilômetros de trilhos, além de mais de 2.500 toneladas de aço e aproximadamente 35 mil dormentes, que juntos somam quase 10 mil toneladas.
As sete novas estações terão mais de 21 mil metros quadrados de lajes e estruturas pré-moldadas. O volume é comparado, em termos de engenharia civil, à construção de sete prédios de 12 andares. Também está prevista a escavação e movimentação de um volume de terra estimado como suficiente para encher o estádio do Mineirão.
Além da implantação da nova linha, será necessário executar e remanejar cerca de sete quilômetros de vias de carga já existentes na faixa de domínio, integrando as novas estruturas à malha ferroviária atual.
Para Wagner Porfirio, a dimensão da intervenção está relacionada ao fato de a obra ser realizada dentro de uma área urbana adensada. “Construir 10 quilômetros de metrô de superfície dentro de uma malha urbana adensada é como realizar uma cirurgia de peito aberto na cidade. O volume de terra, concreto e aço é monumental”, afirmou.















