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Homem que atropelou manifestante em ato pró-Lula em BH é solto pela Justiça

19/10/2026 às 14h40 - Atualizado em 19/10/2026 às 14h58
(Reprodução/Redes sociais)

A Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória, sem pagamento de fiança, ao motorista, de 41 anos, que atropelou um manifestante durante um ato pró-Lula, no Centro de Belo Horizonte. O homem havia sido preso em flagrante na noite de sábado (17) e foi solto neta segunda-feira (19), após audiência de custódia.

O atropelamento ocorreu por volta das 18h30, no cruzamento das ruas da Bahia e Tupinambás. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista, que dirigia um Volkswagen Up amarelo, avançou o sinal vermelho e atingiu o manifestante, de 67 anos, que atravessava na faixa de pedestres com outras pessoas. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital João XXIII. 

O motorista deixou o local após o atropelamento, mas foi localizado pela Polícia Militar nas proximidades do Minas Tênis Clube. O teste do bafômetro teve resultado negativo, conforme o boletim de ocorrência, e o veículo foi removido.

Motorista alegou que objetos foram arremessados contra carro

Em depoimento à Polícia Militar, o motorista afirmou que havia parado no semáforo para permitir a passagem dos manifestantes. Segundo ele, após um período de retenção, pessoas começaram a arremessar garrafas de água e latas de cerveja contra o veículo.

O condutor alegou que os objetos atingiram a esposa, que estava no banco do passageiro, e assustaram os dois filhos do casal, de 8 e 10 anos. Ele disse que acelerou para deixar o local por temer pela segurança da família e afirmou não ter percebido que havia atingido o manifestante.

A esposa confirmou à PM a versão sobre os objetos arremessados e relatou ter sido atingida na cabeça e na barriga.

O que diz a Justiça?

O juiz entendeu que, neste momento, não há motivos suficientes para manter o suspeito preso preventivamente. Entre os pontos considerados estão o fato de ele não ter registros anteriores de prisão e a necessidade de reservar a prisão preventiva para situações em que outras medidas não sejam suficientes.

A liberdade foi concedida sem pagamento de fiança, mas está condicionada ao cumprimento de uma série de determinações judiciais.

Apesar de autorizar a soltura, o magistrado determinou que o investigado use tornozeleira eletrônica por 90 dias, fique em casa durante a noite e nos fins de semana e mantenha distância mínima de 500 metros da vítima.

Amanda Serrano

Com experiência nas principais redações de Minas, como Jornal Estado de Minas e TV Band Minas, além de atuação como assessora política, Amanda Serrano é, atualmente, repórter do Portal BHAZ. Em 2024, fez parte da equipe vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo.
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Email: amanda.camini@bhaz.com.br

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