Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi morta a pauladas e tijoladas, de acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A informação foi dada pelo delegado Alexandre Fonseca em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (22), um dia depois de o corpo da jovem ser encontrado enterrado em uma cova rasa em Jaboticatubas, na Grande BH.
Ao explicar a causa da morte, o delegado disse que Beatriz foi “morta por ação contundente”. Questionado pelos jornalistas sobre o que isso significava, ele respondeu: “paulada, tijolada”.
Beatriz foi encontrada com mãos e pés amarrados e a PCMG acredita que os suspeitos usaram soda cáustica pra acelerar o processo de decomposição
O ex-namorado de Beatriz, de 18 anos, e a atual namorada dele, de 23, estão presos. A polícia trata o caso como feminicídio praticado pelos dois.
Ciúmes e atrito na Expojabo
Segundo a PCMG, o crime foi motivado por ciúmes ou inconformidade entre a atual namorada e a ex-namorada do rapaz. As desavenças entre as duas mulheres já vinham ocorrendo havia algum tempo.
No domingo (4), momentos antes, houve um atrito entre Beatriz e a suspeita durante a Expojabo, a exposição agropecuária da cidade. De acordo com o delegado, o rapaz brigava com a companheira e procurava a vítima.
O delegado também classificou os fatos que envolvem o crime como “repugnantes” e “covardes”.
Desaparecimento
Beatriz foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (9), em um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas. Segundo relatos de amigos, ela recebeu uma ligação e disse que iria conversar com pessoas em um carro parado nas proximidades. Chegou a voltar ao bar, foi de novo até o veículo e não foi mais vista.
Os dois suspeitos chegaram a prestar depoimento na delegacia de Jaboticatubas durante as buscas, negaram envolvimento e foram liberados. Segundo familiares, eles participaram de movimentações relacionadas à procura pela jovem.
Corpo em cova rasa
O corpo foi encontrado na tarde de quarta-feira (21), após 12 dias de buscas, em uma área de mata próxima à Estrada Reserva Real. Segundo relatos da família, os próprios suspeitos indicaram o local. De acordo com o boletim de ocorrência, Beatriz estava com as mãos amarradas para trás com arame.
O irmão da vítima, Max Mota, disse à TV Record que, pelo que ouviu, os suspeitos jogaram soda cáustica sobre o corpo. A família também recebeu a informação de que Beatriz estaria grávida de cerca de três meses. A gravidez ainda depende de confirmação pelos exames do Instituto Médico Legal (IML).
Beatriz morava em Jaboticatubas com a mãe e duas irmãs. “O que a gente quer nesse momento é justiça”, disse o irmão.










