A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) vê dificuldades para que as empresas se adaptem às novas regras da reforma tributária a tempo da entrada em vigor da próxima etapa do sistema, em janeiro de 2027. O presidente da entidade, Flávio Roscoe, afirmou nesta quinta-feira (29), em Belo Horizonte, que a falta de definições e o prazo para adequação dos sistemas empresariais preocupam o setor produtivo.
“Estamos com quase uma inviabilidade de execução, de implementação da reforma tributária a partir do dia 1º de janeiro, simplesmente porque as empresas não conseguem nem adaptar o sistema”, afirmou durante coletiva de imprensa sobre a 9ª edição do Imersão Indústria.
Outro ponto de preocupação é a alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), calculada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira (28). O tributo federal substituirá o PIS e a Cofins e começará a ser cobrado em 2027.
Roscoe comparou o percentual às estimativas anteriores, de aproximadamente 9% a 9,5%, e afirmou que a proposta representa um aumento de cerca de 20% em relação ao patamar esperado anteriormente.
O percentual calculado pelo TCU ainda será encaminhado ao Senado Federal, responsável por fixar a alíquota de referência. A CBS integra o novo modelo de tributação sobre o consumo, que também prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com transição gradual até 2033.
Para o presidente da Fiemg, a implementação exige tempo para que as empresas conheçam as regras e façam as alterações necessárias nos sistemas de faturamento. A entidade defende que o cronograma seja revisto diante das dificuldades de adaptação.










