Um grupo investigado por roubar mulheres durante corridas por aplicativo em Belo Horizonte foi alvo de mandados de prisão e de busca e apreensão. A Justiça determinou a prisão preventiva de três suspeitos e autorizou buscas em 13 endereços ligados à investigação. Dois dos investigados já haviam sido presos presos em 19 de outubro e um terceiro está foragido.
Segundo as investigações, os criminosos usavam um carro cadastrado em uma plataforma de viagens para abordar exclusivamente mulheres e obrigá-las a entregar celulares, fornecer senhas bancárias e realizar transferências financeiras. As vítimas também eram forçadas a contratar empréstimos.
A decisão da 2ª Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte autorizou ainda o acesso e a extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação. O objetivo é reunir provas e identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
De acordo com os processos, o grupo utilizava perfis cadastrados na Uber para solicitar corridas. O motorista se apresentava com o nome de “Tiago” no aplicativo e iniciava o trajeto normalmente.
Em seguida, ele parava o veículo ou destravava o porta-malas, permitindo que um comparsa escondido no compartimento entrasse no banco traseiro, ao lado da passageira. As mulheres eram rendidas e ameaçadas, inclusive com menções ao uso de arma de fogo, segundo a decisão.
Vítimas eram obrigadas a fazer Pix e empréstimos
Conforme o inquérito, as passageiras eram obrigadas a entregar os celulares, informar senhas bancárias e realizar
O BHAZ entrou em contato com a Uber para solicitar um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.










