A Justiça determinou a prisão de nove pessoas investigadas que integravam uma quadrilha que aplicava golpes financeiros em idosos. As prisões foram cumpridas nessa quarta-feira (28).
Segundo o Inquérito Policial, os criminosos abriam empresas fantasmas que funcionavam como falsas consultorias financeiras para dar legitimar o serviço e atrair as vítimas, que eram principalmente aposentados e pensionistas. A investigação conta que eles usavam papéis bem definidos, desde pessoas responsáveis por alugar imóveis até atendentes.
Os investigados tinham o primeiro contato com a vítima por telefone. Eles prometiam aos idosos o cancelamento de descontos indevidos em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em seguida, a vítimas eram atraídas até escritórios de fachada da quadrilha, onde falavam seus dados bancários e faziam o reconhecimento facial. Com o acesso às contas das vítimas, os criminosos contratavam empréstimos consignados de alto valor e transferiam o dinheiro para outras contas do grupo ou de terceiros.
O inquérito também apontou que, para dificultar o trabalho investigativo, o grupo mudava constantemente de endereço e trocava os nomes das falsas empresas. Desde 2025, os criminosos fizeram ao menos 21 vítimas e causaram o prejuízo de mais de R$ 300 mil.
A decisão judicial autorizou a realização de buscas em 14 endereços em BH e na Região Metropolitana, o bloqueio judicial de até R$ 300 mil nas contas dos investigados para garantir o ressarcimento às vítimas e a apreensão de um veículo possivelmente adquirido com o produto dos crimes.
O caso segue em investigação e o processo tramita em segredo de Justiça.








