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‘Endereços da Ditadura’: episódio revela o que está por trás de homenagens que Brasil ainda faz a torturadores

25/10/2025 às 13h51
Confira o quarto episódio da série "Endereços da Ditadura" do podcast Ariza. (Reprodução)

No último episódio da série “Endereços da Ditadura”, o podcast narrativo Ariza revela o que está por trás do nome de ruas e monumentos, em todo o Brasil, que ainda homenageiam ditadores e torturadores da ditadura militar. O programa traz a reflexão da importância de se mudar um nome.

Em Belo Horizonte, durante sessenta anos, a Avenida 31 de Março homenageou o golpe militar de 1964. Apenas em 2024, teve o seu nome trocado para Edgar da Mata Machado, em homenagem ao jornalista e deputado perseguido pela ditadura. Apesar da mudança, placas, mapas e GPS ainda vive no passado e se recusam a atualizar o nome.

De Belo Horizonte a São Paulo, passando pelas vozes de quem perdeu filhos, cargos e a própria liberdade, este episódio mostra como a disputa pela memória segue viva nas avenidas, nas escolas e nas consciências.

Veja o quarto episódio da série “Endereços da Ditadura”:

Endereços da Ditadura

A luta para preservar a memória dos lugares onde funcionaram centros de repressão a opositores da Ditadura Militar é o tema da série “Endereços da Ditadura”. Serão quatro episódios que vão contar as histórias de locais usados para prisão, tortura e morte entre 1964 e 1985. O ponto de partida foi o mapa “Lugares de Memória da Ditadura Militar”, elaborado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). O documento, divulgado em abril deste ano, lista 49 pontos de importância histórica, três deles em Belo Horizonte.

O primeiro episódio, lançado nessa quarta (22), o Ariza Podcast faz uma visita à antiga sede do Dops, que fica bem no centro de Belo Horizonte. Hoje, o lugar é ocupado por movimentos sociais, que lutam para transformá-lo em Memorial de Direitos Humanos.

Já o segundo episódio, foi lançado nessa quinta (23), explorando um relato vivo sobre medo, resistência e sobrevivência. Ao longo de 22 minutos, o público escuta a história de Jorge Nahas, estudante de medicina preso e torturado nos principais centros de repressão de Belo Horizonte durante a ditadura militar.

No terceiro episódio, lançado nessa sexta (24), foi aprofundado na história da “Loura da Metralhadora”, uma mulher que trocou o enxoval de noiva por um baú com metralhadoras e travou uma guerra pela democracia, contra a ditadura militar.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Lavínia Fernandes

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