No último episódio da série “Endereços da Ditadura”, o podcast narrativo Ariza revela o que está por trás do nome de ruas e monumentos, em todo o Brasil, que ainda homenageiam ditadores e torturadores da ditadura militar. O programa traz a reflexão da importância de se mudar um nome.
Em Belo Horizonte, durante sessenta anos, a Avenida 31 de Março homenageou o golpe militar de 1964. Apenas em 2024, teve o seu nome trocado para Edgar da Mata Machado, em homenagem ao jornalista e deputado perseguido pela ditadura. Apesar da mudança, placas, mapas e GPS ainda vive no passado e se recusam a atualizar o nome.
De Belo Horizonte a São Paulo, passando pelas vozes de quem perdeu filhos, cargos e a própria liberdade, este episódio mostra como a disputa pela memória segue viva nas avenidas, nas escolas e nas consciências.
Veja o quarto episódio da série “Endereços da Ditadura”:
Endereços da Ditadura
A luta para preservar a memória dos lugares onde funcionaram centros de repressão a opositores da Ditadura Militar é o tema da série “Endereços da Ditadura”. Serão quatro episódios que vão contar as histórias de locais usados para prisão, tortura e morte entre 1964 e 1985. O ponto de partida foi o mapa “Lugares de Memória da Ditadura Militar”, elaborado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). O documento, divulgado em abril deste ano, lista 49 pontos de importância histórica, três deles em Belo Horizonte.
O primeiro episódio, lançado nessa quarta (22), o Ariza Podcast faz uma visita à antiga sede do Dops, que fica bem no centro de Belo Horizonte. Hoje, o lugar é ocupado por movimentos sociais, que lutam para transformá-lo em Memorial de Direitos Humanos.
Já o segundo episódio, foi lançado nessa quinta (23), explorando um relato vivo sobre medo, resistência e sobrevivência. Ao longo de 22 minutos, o público escuta a história de Jorge Nahas, estudante de medicina preso e torturado nos principais centros de repressão de Belo Horizonte durante a ditadura militar.
No terceiro episódio, lançado nessa sexta (24), foi aprofundado na história da “Loura da Metralhadora”, uma mulher que trocou o enxoval de noiva por um baú com metralhadoras e travou uma guerra pela democracia, contra a ditadura militar.















