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Bloco Alcova Libertina não vai desfilar no Carnaval de BH em 2023

07/02/2023 às 11h23 - Atualizado em 08/02/2023 às 23h46
alcova libertina carnaval bh 2023
(Reprodução/@blocodaalcova/Instagram)

O cortejo do bloco Alcova Libertina não irá acontecer no Carnaval BH 2023. A informação foi confirmada ao BHAZ pelo fundador do bloco, Bruno Leal Medeiros.

Caso sirva de alento para os fãs do bloco, o Alcova Libertina não está se despedindo completamente do Carnaval belo-horizontino. O bloco, que tocava clássicos do rock nacional e internacional desde 2011, deve voltar às ruas da capital mineira na folia do ano que vem.

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Em contato com o BHAZ, a organização do bloco esclareceu a decisão tomada neste ano, ocasionada por diversos motivos. “Foi difícil reativar algo que ficou parado tanto tempo por causa do cenário político e da pandemia”, afirmou o fundador Bruno Medeiros.

Porém, apesar de não acontecer um cortejo de Carnaval em 2023, de certa forma, o Alcova Libertina vai se manter vivo nas ruas. “Foram anos de batalhas físicas e mentais apuradas e somos tantos, espalhados, nesse momento, vivendo e reaprendendo a integração com intenção de tocar, talvez com maiores responsabilidades e mais afinco”, diz trecho da nota enviada pelo bloco ao BHAZ.

Não é a primeira vez que o Alcova Libertina não desfila. No Carnaval de 2018, o bloco também não desfilou por falta de patrocínio.

Cortejo de 2020 (Amanda Dias/BHAZ)

Leia o comunicado na íntegra:

Há 13 anos ocupamos as ruas, libertinagem requintada com amor fluindo das alfaias retumbantes em peito nosso. Seu, meu, nosso! Libertines quae sera tamem. Coragem para suprimir moralismo, toda caretice em relação a nossos seres e nossos corpos, vivências e prazeres, muitos deles. A música intuitiva, luz guia.
Em 2023 não haverá cortejo.

Estaremos pelas ruas, o front do povo, todos nós que respiramos o rock e a saturnália, que nostalgicamente escutamos solos de guitarra do futuro em sonhos, por vezes acordados. O carnaval é um estilo de vida, não nos abandona nunca a vontade de estremecer as fundações retrógradas de toda sociedade, queimar os automóveis em grande pira fóssil, reverter as cisões sociais de ismos com liberdade e amor (sempre através do amor, corações selvagens).

Foram anos de batalhas físicas e mentais apuradas e somos tantos, espalhados, nesse momento, vivendo e reaprendendo a integração com intenção de tocar, talvez com maiores responsabilidades e mais afinco. Nos vemos nas avenidas, acossando os preconceituosos com perspicácia e vivendo a alegria que eles desejam não permitir. Nunca nos amordaçarão!

Nossos beijos, agora, serão mais acalentados, nossos abraços mais apertados e nosso sorriso pouco discreto. Corusca em nossos olhos, contrapondo-se a fúria que carregam, a vontade de permanecer enquanto há tempo e viver intensamente. Sentiremos falta de toda massa que sempre nos carregou pelo bloco, logo voltaremos.

Alcova Libertina

O primeiro desfile do Alcova Libertina aconteceu no Carnaval de BH de 2011, na praça Duque de Caxias, em Santa Tereza. Em 2015, o bloco foi o primeiro a colocar um trio elétrico nas ruas de BH, na avenida dos Andradas. Nessa época, a folia na capital mineira ainda estava em sua fase de “ressurgimento”.

No repertório do bloco, existe um equilíbrio entre músicas nacionais e internacionais. Tem Tropicália, artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Rita Lee e Cassia Eller.

Na parte internacional, rock dos anos 60 e 70. Artistas como Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Rage Against the Machine e até Michael Jackson ganham entonação carnavalesca.

Editado por: Pedro Rocha Franco

Beatriz Kalil Othero

Jornalista formada pela UFMG, escreve para o BHAZ desde 2020, e atualmente, é redatora e fotógrafa do Portal. Participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2021 e 2022, e pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.
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Email: [email protected]

Jornalista formada pela UFMG, escreve para o BHAZ desde 2020, e atualmente, é redatora e fotógrafa do Portal. Participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2021 e 2022, e pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.
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