A Pampulha será mais uma vez o cenário da Festa de Iemanjá, que entra em 73ª edição neste sábado (15) em BH. A festa reúne diversos terreiros de Umbanda e Candomblé da capital, em um momento que representa a resistência e a afirmação da cultura afro em território brasileiro. Com raízes históricas, o dia 15 de agosto, dentro do sincretismo religioso, celebra também a Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira de BH.
Organizado pela Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO) em parceria com a Reunião Umbandista Mineira (RUM) e Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (CENARAB), o evento é realizado anualmente desde 1953 e desde 2019 entrou como registro imaterial do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, recebendo também o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura.
“É com grande honra e devoção que celebramos a 73ª edição da Festa de Iemanjá, um evento emblemático e de suma importância. Este ano, a celebração ganha um significado ainda mais profundo, marcado pela passagem ao Orum do nosso baluarte, Tat’etu Nepanji – Nelson Matheus Nogueira -, um dos fundadores desta festa e, em sua homenagem, realizamos celebrações que reafirmam seu legado de sabedoria e resistência”, pontua Pai Ricardo de Moura, coordenador da CCPJO.
Carreata sai do Centro de BH
A festa inicia às 14h com uma concentração na rua Aarão Reis, entre Guaicurus e Viaduto da Floresta, atrás do Centro de Referência da Juventude (CRJ) e a partir das 16h30 segue com uma carreata em direção à Praça de Iemanjá, na Pampulha. Em seguida, às 19h, acontece a Concentração do Terreiros para que às 19h30 a solenidade de abertura comece, dando início à consagração dos barcos e a entrega das flores e presentes para a entidade. Finalizando a homenagem, às 20h, os terreiros realizarão os seus trabalhos.
Para fortalecer ainda mais a cultura e a religiosidade dos povos de axé, o evento recolherá alimentos não perecíveis e fraldas descartáveis infantis ou geriátricas para doações a instituições de caridade, como asilos e creches da cidade. Aqueles que doarem, serão presenteados com um Ojá, indumentário responsável pela proteção do orí (cabeça), símbolo do destino e da intuição.
“O povo de terreiro é a base da cultura, da economia e do bem-viver em nossa cidade; somos guardiões da natureza e agentes promotores da saúde e do bem-estar comunitário. Ao nos reunirmos, reivindicamos políticas públicas efetivas que garantam a segurança de professar nossa fé, o direito de circular com nossos símbolos e o respeito às nossas crianças e instituições”, diz Pai Ricardo.
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73ª Festa de Iemanjá
- Data: Sábado (15)
- Concentração: às 14h, na rua Aarão Reis, entre Guaicurus e Viaduto da Floresta
Festa: às 18h, na Praça de Iemanjá (rua Otacílio Negrão de Lima, 300, Pampulha) - Informações: instagram.com/casapaijacobdooriente/







