TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logomarca BHAZ

Colunas

Números e a realidade da Covid ameaçam o futuro do país e de Bolsonaro

12/12/2020 às 16h30 - Atualizado em 12/10/2021 às 21h46
presidente jair bolsonaro cerimônia posse ministro saúde
Presidente Jair Bolsonaro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os números não mentem, ao contrário, contestam e deixam incerto, mais do que isso, ameaçado o futuro político do presidente Bolsonaro e de seu governo. A “gripezinha”, como ele se referiu à pandemia também não está no “finalzinho”, segundo outro comentário infeliz dele. Acostumado a ver outra realidade, Bolsonaro ainda vai descobrir que sua omissão, negligência e boicote ao combate à pandemia terá altos custos políticos. Junto dele, o país que o elegeu. Na dúvida, vamos aos números, primeiramente da realidade, que prenunciam uma segunda e avassaladora segunda onda. Depois, os de nova pesquisa (Instituto mineiro Quaest) sobre seu desempenho realizada entre os dias 5 e 8 de dezembro deste ano.

Reprodução/Pesquisa Quaest

O presidente ignorou dados e afirmou, na quinta (10), que o Brasil vive “um finalzinho de pandemia”. Disse isso durante evento em Porto Alegre (RS) para inaugurar uma ponte. “Nosso governo, levando em conta outros países do mundo, foi o que melhor se saiu no tocante a economia. Prestamos todos apoios possíveis a estados e municípios”, completou. A afirmação dele não é sustentada pelos números.

Indicadores contestam presidente

Indicadores apontam para uma piora na pandemia do país. Em cerca de um mês, subiu de seis para oito o número de capitais com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. As filas para testes aumentaram, e em cidades, como Rio de Janeiro, há fila também por leitos de UTI.

Pelo quarto dia consecutivo, o Brasil registrou, na sexta (11), número de mortes acima de 500 brasileiros. Chegamos a 180.437 mortes por covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde. São 672 vítimas a mais que o registrado no dia anterior.

Pesquisa: cenário de advertências

Nesse contexto pandêmico, os números deixam advertências políticas para Bolsonaro. Pesquisa do instituto mineiro Quaest sondou o pensamento e sentimento dos brasileiros e aponta que 68% deles estão preocupados com o futuro do país. Desses, 47% consideram que o Brasil está “piorando”, porque, segundo 56%, “estamos no rumo errado”.

Tudo somado, a avaliação negativa do governo Bolsonaro vai a 59%; apenas 39% aprovam. Sobre a vacina, 49% dos brasileiros a tomariam quando for disponibilizada; 33%, “talvez”. A pesquisa teve como amostragem 1.000 respondentes dos 26 Estados e Distrito Federal e foi realizada neste mês de dezembro. A margem de erro é de 3.1 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%.

Avaliação medida pela pesquisa Quaest em dezembro deste ano

Municípios cobram coordenação

Por conta dessa indefinição e incerteza, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Associação Mineira dos Municípios (AMM) divulgaram, na terça (8), ofício cobrando coordenação federal. Não é à toa, afinal cerca de 60% dos municípios trocarão de prefeito no próximo dia 1º de janeiro. A maioria dos novatos desconhece a gravidade do problema que enfrentará a partir do ano que vem.

Posição semelhante manifestou o governador Romeu Zema (Novo) no mesmo dia. Mais alinhado ao governo federal, Zema afirmou que a imunização em Minas seguiria o calendário do Ministério da Saúde. Segundo ele, é necessário haver uma ação única, principalmente para evitar tumultos. “Se algum município ou estado fizer antes ou depois, nós vamos estar ou privilegiando, ou prejudicando as pessoas. E a Constituição assegura direito à saúde para todos”, afirmou ele.

Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou acordo com o Instituto Butantan (paulista) para obter a Sinovac, imunizante de origem chinesa, tão logo a vacina seja aprovada. Há conversas ainda, com a Pfizer, empresa britânica responsável por outra.

Assembleia aprova vacinação em Minas

A Assembleia Legislativa não quer que o estado fique pra trás nessa corrida pela vacina, que o próprio governador chamou de “maluca”. A corrida se tornou maluca e uma guerra entre estados, ou ainda desespero de alguns, porque faltou até agora, e o receio é que continue faltando, a coordenação nacional.

Pior do que a falta, que seria omissão e negligência, é o boicote, porque a postura do governo federal é de não acompanhar o movimento mundial pela vacinação. Hoje, treze países já saíram na frente e, só agora, após muita pressão, o governo Bolsonaro dá os primeiros passos para comprar as vacinas. Depois de boicotar algumas ações e vacinas como a que produz São Paulo, pelo instituto Butantan com a chinesa Sinovac.

De acordo com o projeto aprovado pela Assembleia, de autoria do deputado líder da oposição, André quintão (PT), o estado fica obrigado a garantir, gratuitamente, vacina contra o coronavírus. Segundo o texto, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) demore a autorizar a aplicação, o governo poderá recorrer à legislação federal que permite que a aprovação de agências internacionais bastaria para dar início à vacinação. Texto semelhante foi aprovado pelo Senado Federal, com base na proposta do senador mineiro Antonio Anastasia (PSD).

Orion Teixeira

Jornalista político, Orion Teixeira recorre à sua experiência, que inclui seis eleições presidenciais, seis estaduais e seis eleições municipais, e à cobertura do dia a dia para contar o que pensam e fazem os políticos, como agem, por que e pra quem. É também autor do blog que leva seu nome (www.blogdoorion.com.br), comentarista político da TV Band Minas e da rádio Band News BH e apresentador do programa Pensamento Jurídico das TVs Justiça e Comunitária.

Orion Teixeira

Email: orionteixeira.orionteixeira@gmail.com

Jornalista político, Orion Teixeira recorre à sua experiência, que inclui seis eleições presidenciais, seis estaduais e seis eleições municipais, e à cobertura do dia a dia para contar o que pensam e fazem os políticos, como agem, por que e pra quem. É também autor do blog que leva seu nome (www.blogdoorion.com.br), comentarista político da TV Band Minas e da rádio Band News BH e apresentador do programa Pensamento Jurídico das TVs Justiça e Comunitária.

Mais lidas do dia

Adolescente morre em incêndio após briga familiar no Piratininga, em BH

foto do local onde houve um incêndio que deixou uma pessoa morta no piratininga, bh

Os 50 bairros com mais furtos e roubos de carros em BH

Pesquisa Quaest Senado Minas Gerais: quatro candidatos disputam duas vagas

datafolha senado minas gerais

Veja lista com todos os candidatos a deputado estadual em Minas Gerais

VÍDEO: Mulher é agredida com ‘voadora’ no Centro de BH

Leia mais

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ