De Clara Nunes a Marina Sena, Minas Gerais é berço de músicas pop, letras de amor e grandes artistas. A cada dia, novos talentos nascem e se revelam em meio às montanhas mineiras. Em Betim, há 25 anos, nascia Anna Pêgo: uma artista delicada, de voz potente e que tem tudo para conquistar o mundo pop.
Em um bate–papo com o Rolê BHAZ, Anna contou sua trajetória na música, que começou dentro de casa. “Meu pai tocava na banda de Betim, aí eu sempre tive um violão disponível, ou um teclado, uma flauta doce, e minha mãe cantava na igreja. Foi quando comecei a me interessar”.
O primeiro contato da artista com os palcos foi na igreja, assim como muitos cantores e músicos. “Mais ou menos no Ensino Médio, eu comecei a querer escrever algumas coisas mais do meu cotidiano, das decepções que eu vivia, porque nessa idade a gente passa por muita coisa”.

“A forma que eu tinha de verbalizar o que eu estava sentindo foi escrevendo, e quando eu tinha 17 anos, escrevi uma música e comecei a cantar muito na escola, e o pessoal já até sabia que a música era minha”, relembra.
Hora de investir no talento
Apesar de estudar em uma escola com foco nas exatas da vida, os professores de Anna a incentivaram seguir a carreira artística. “Falaram que eu deveria investir naquilo que eu sabia fazer, nesse talento. Saindo do Ensino Médio foi quando decidi procurar formas de produzir aquilo que eu cantava”.
“Como quem não quer nada”, disse a artista, o sonho se tornou uma profissão. Em 2022, Anna lançou seu primeiro álbum, intitulado “Frágil”. No dia 13 de junho deste ano, a artista deu mais um passo e lançou seu segundo disco, o “Miragem”.
Anna contou com um time de peso para a composição do álbum. Nomes como Carol Biazin, Ana Gabriela, Gabriel Froede, Marco Baptista e Lais Lacerda assinaram as letras junto com a mineira. Para a artista, seu novo projeto é uma evolução de seu último trabalho.

Álbum ‘Miragem’
“Miragem foi o resultado de uma busca e de uma pesquisa tanto interna quanto externa, sobre eu bebendo outras fontes e como eu queria trazer aquilo que eu consumi para dentro do meu trabalho. Foi melodicamente e liricamente uma evolução para mim”, definiu.
O processo de produção começou em junho do ano passado, a partir de muitas pesquisas e entendimento sobre o lugar que Anna gostaria de ir com sua música. O resultado foram oito faixas que passam pelo pop nostálgico, narrando amores, intimidade e confiança.
“Foi um processo um pouco trabalhoso, eu diria, para a gente chegar nesse resultado, mas ver o fruto desse trabalho não tem preço. Eu cheguei, junto com as outras pessoas que fizeram parte comigo, num resultado muito bom. Eu tenho um carinho muito grande por esse álbum porque ele me representa muito em vários aspectos”.
Ouça Miragem:
Anna ainda não tem shows marcados em Belo Horizonte, mas revelou que algumas datas estão no processo de fechamento. “Eu estou ansiosa por esse momento”, afirmou a artista.
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