A partir desta quarta-feira (8), o Palácio das Artes, no Centro de BH, vira um rio de criatividade com a Mostra D’Água. Em um mergulho profundo, a exposição reúne obras de 36 artistas do projeto “Arte nas Águas de Minas”, da Copasa. Murais, grafittis 3d e lambe-lambes ocupam a Galeria Aberta Amílcar de Castro e as áreas externas do museu.
A mostra é dividida em quatro núcleos, que unem, de maneira lúdica, personagens e desenhos: Crew, que representam grupos de grafiteiros que se unem com o propósito de construir coletivamente novas artes; Lambes, estilo de arte; Bandeira, como suporte para as obras e simbolismo de expressões políticas; e Sopa de Letrinhas, com grafittis de experimentações com formas do alfabeto de rua. A curadoria é de Flaviana Lasan, em parceria com Marcel Diogo.
A proposta é unir nomes consagrados com novos artistas emergentes de Minas Gerais e do Brasil. Flaviana explica que o efeito de descentralização não é só organizar uma mobilização entre cidades. “Devemos pensar como fazer isso, como envolver as pessoas e como trazer para o público essa dimensão também. Não só de responsabilidade, mas da fruição de arte que está sendo produzida em outros lugares no nosso consenso de arte urbana, porque aí muda a nossa experiência estética e o que pode ser a criatividade dentro dessa linguagem”.
A imersão nas diferentes formas d’água é completa. Suspensas, todas as obras das galerias abrem espaço para que o som de água do nosso cotidiano— rios, lagos, torneiras, chuveiros— preencha o chão e as paredes, com a paisagem sonora pensada especificamente para a mostra.
“A gente acha que seria muito demagogo fazer com que as pessoas pintassem as parede. A ideia é começar a provocar a possibilidade da arte urbana dentro da galeria, como uma presença estética mesmo e romper com alguns paradigmas. Se não está ocupando a parede, como é que isso pode se transformar materialmente sem tirar a identidade dessa cultura?”, afirma Flaviana.
Entre os destaques da mostra estão artistas como Bicicleta Sem Freio, Mag Magrela, Fênix, Luna Bastos, KaKaw, ED-Mun e Thiago Moska. Também participam nomes como William Pinguim, Mika Ribeiro, Juliana Gontijo, Rafael Lacruz, Zi Reis, Ramon Martins, Matheus Black, Marlette Menezes, Prado Neto, Tadeo 180, Bozó Bacamarte, Bela Parada, Léo Caxeta, Leonardo “Cisco” Advíncola, Rimon Guimarães, Cris, Karine Pimenta (Desmedida), Thiago Mazza, Abias Gabriel, PH Arts, Ricardo Treze, Mariana Ramos Gazel, Ani Ganzala, Gustavo Queiroz, Luka Ferreira (Bão Uai), Bonikta, Alan Martins (SNUP), Sara Silva (SATIVA) e Yacunã Tuxá.
Além da proposição sobre sustentabilidade e as diferentes formas e fluxos que abrem caminho nas cidades e na vida das pessoas. O clima é lúdico, ideal para todas as idades curtirem a exposição. A mostra D’Água é gratuita e fica em cartaz até dia 30 de novembro em BH. A visitação pode ser feita de terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h; e aos domingos, das 17h às 21h.
Arte nas Águas de Minas
‘Arte nas Águas de Minas’ é um projeto da Copasa, que propõe um diálogo entre arte urbana e conscientização ambiental, realizou sua primeira edição entre outubro de 2024 e março de 2025, e passou por seis cidades do interior de Minas Gerais e da Grande BH: Divinópolis, Coronel Fabriciano, Araxá, Pouso Alegre, Montes Claros e Contagem.
As artes são inspiradas na realidade regional de cada cidade e os grafites e muralismos são realizados nas respectivas sedes da companhia em cada região.
Na segunda edição, que começou em junho e vai até outubro deste ano, as cidades de Alfenas, Brasília de Minas e Teófilo Otoni ainda serão contempladas. Em Frutal, Pompéu e Belo Horizonte a pintura de murais já foi iniciada.










