FGTS Futuro: Conheça alternativa para financiar um imóvel

A iniciativa vai liberar mais recursos para financiamentos do programa Casa Verde e Amarela. Leia o artigo para entender a oportunidade!

FGTS pode ser usado para financiar construção

No mês de outubro, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) regulamentou o uso de depósitos futuros do fundo para o pagamento de prestações de financiamento habitacional. É o chamado FGTS Futuro.

Essa iniciativa vai liberar mais recursos para financiamentos do programa Casa Verde e Amarela. Neste artigo, você poderá entender como o sistema funcionará.

Quem poderá usar o FGTS futuro?

Famílias que tenham uma renda bruta de até R$ 2.400 terão acesso aos créditos futuros do FGTS para amortizar parte das prestações de financiamento habitacional.

Como vai funcionar?

Na prática, a iniciativa viabilizará que as famílias possam complementar os pagamentos de financiamentos com os créditos futuros do FGTS.

Por exemplo, caso uma família deseje financiar um imóvel com prestação de R$ 600 por mês e só tenha capacidade de arcar com R$ 500, poderá recorrer à iniciativa para efetivar o negócio e complementar com os créditos.

Os recursos futuros do FGTS dos trabalhadores da família serão bloqueados para o pagamento da dívida e poderão ser usados para pagar até 80% do valor da prestação.

Para calcular os valores de créditos futuros do FGTS, o banco faz uma simulação com base nos depósitos mensais que as contas dos trabalhadores recebem das empresas.

E se o trabalhador perder o emprego ou tiver um aumento salarial?

Se o trabalhador perder o emprego, ele precisará buscar outra fonte para pagar a diferença que vinha dos créditos futuros. Caso não faça isso, a diferença será integrada ao saldo devedor do financiamento habitacional, gerando endividamento.

Mesmo se o trabalhador receber um aumento salarial, os descontos dos créditos ainda serão os mesmos pactuados anteriormente em contrato, antes dos rendimentos crescerem.

Quando o FGTS Futuro estará disponível nos bancos?

As instituições financeiras interessadas em implementar a modalidade têm até janeiro de 2023 para se estruturarem e iniciarem a oferta para clientes.

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