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Síndrome Respiratória Aguda Grave ou gripe? Saiba quando procurar atendimento médico

19/05/2026 às 19h43
atendimento médico gripe
Imagem ilustrativa (Reprodução/ Pixabay)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já registrou, até a última sexta-feira (15), 539 óbitos e 11.801 internações por casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o estado. Somente em BH, o número de mortes chega a 151, com 2348 hospitalizações por conta da doença. Em meio à alta de casos, o médico infectologista Aristarco de Pinho, professor da FAMINAS, explica as diferenças entre resfriado, gripe e quadros graves que exigem atendimento médico imediato.

De acordo com a SES-MG, até 7 de maio, o estado já registrou 27.429 internações por síndromes respiratórias num geral. O principais vírus que circulam em Minas Gerais atualmente são Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Covid-19. Entre os sintomas estão febre, tosse, coriza, dor no corpo e cansaço.

Segundo Aristarco de Pinho, antes de procurar atendimento médico, a população deve se atentar para a gravidade dos sintomas e observar a forma como o quadro evolui, já que é comum confundir resfriado e gripe. Veja as diferenças:

  • Resfriado: sintomas mais leves, com coriza, espirros e dor de garganta;
  • Gripe: causada pelo vírus Influenza, começa de forma súbita, com febre alta, dores musculares, tosse seca e prostração.

Conforme explicou o médico, essas doenças podem evoluir para um quadro grave de infecção respiratória, a SRAG, que compromete a respiração ou estado de saúde do paciente. “O divisor de águas entre a evolução esperada da gripe, ou de outras viroses, e um quadro que exige atendimento hospitalar imediato é o surgimento de sinais de falência respiratória ou hemodinâmica”, complementa Aristarco.

Qual atendimento procurar?

Aristarco de Pinho esclareceu que pessoas com sintomas leves ou moderados devem procurar os Centros de Saúde, os conhecidos “postos de saúde”, em cada bairro. São considerados os pacientes que conseguem respirar bem, se hidratar e manter o estado geral estável.

De acordo com o médico, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), deve ser procurada em casos de falta de ar, respiração acelerada, dor ou desconforto no peito, lábios ou unhas arroxeados, confusão mental, febre ata persistente, saturação abaixo de 95% ou piora rápida do quadro.

Ainda segundo o infectologista, é preciso avaliar a evolução dos sintomas ao logo dos dias. Sintomas como febre são esperados até o terceiro dia de gripe, mas surge um “alerta” quando os antitérmicos não fazem efeito e o quadro não melhora após 72h. Aristarco ainda destacou a “piora bifásica”, quando o paciente começa a melhorar no quarto dia, mas volta a ter febre associada a sintomas respiratórios, como tosse com catarro.

“Esse retorno dos sintomas costuma indicar uma complicação, como uma pneumonia, que exige avaliação médica imediata”, explicou o professor. 

Aristarco também enfatizou que crianças, principalmente menores de 2 anos, e idosos exigem maior atenção. Além disso, “comorbidades prévias, como diabetes e problemas cardíacos, se descompensam rapidamente diante de uma infecção”, complementou o médico.

Vacinação

Na última quarta-feira (13), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ampliou a vacinação contra a gripe para toda a população na capital. A exceção são bebês menores de 6 meses. Para receber a dose do imunizante, é necessário apresentar documento de identificação com foto e cartão de vacinação.

As doses estão disponíveis nos 153 centros de saúde de Belo Horizonte, além de postos extras de vacinação e do Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.

A SES-MG  ainda reforça que a imunização é a principal medida de prevenção de casos graves e internações por doenças respiratórias. Além da influenza, o calendário vacinal inclui imunizantes importantes para a prevenção de doenças respiratórias, como covid-19, pneumocócica e Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

Segundo a secretaria, também foram incorporadas novas estratégias de proteção, como a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório e a utilização do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças com maior risco.


Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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