Belo Horizonte vai ganhar mais 14 banheiros autolimpantes em 2026, de acordo com anúncio do prefeito Álvaro Damião (UNIÃO) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6). A capital mineira inaugurou, nesta tarde, a quinta unidade na rua Rio de Janeiro, nas proximidades da Praça Sete e da Igreja São José, no Centro da capital mineira.
Embora a localização definitiva dos 14 novos banheiros ainda dependa de um estudo técnico, o chefe do Executivo já sinalizou algumas regiões que devem ser contempladas. De acordo com Álvaro Damião, a prioridade é cobrir centros comerciais e áreas de grande fluxo populacional e turístico.
“O centro de Venda Nova, o centro comercial do Barreiro, a região da Pampulha, os pontos turísticos de Belo Horizonte… Por isso, inclusive, o próximo e o último dessa leva será na Praça do Papa”, explicou Damião. Segundo o prefeito, a inauguração da praça e do banheiro ocorrerão ainda neste ano.
O prefeito destacou que os equipamentos já instalados foram “bem testados” e que “a população agradou”. De acordo com ele, cada unidade tem capacidade para atender aproximadamente 1000 pessoas por dia. No entanto, “a gente precisa é que as pessoas aprendam a usar o equipamento”, disse.
Segundo o chefe do Executivo, a instalação e manutenção dos banheiros autolimpantes são realizadas por uma empresa contratada. O custo do aluguel mensal de cada unidade é de R$ 17 mil, mas Damião destaca que “se fosse um banheiro que a própria prefeitura tivesse que fazer a manutenção, tivesse que fazer a limpeza, com certeza seria muito mais caro, além da mão de obra”, explicou.
Manutenção
Desde a instalação do primeiro banheiro autolimpante, em fevereiro deste ano, há reclamações sobre o estado de uso das unidades, sobretudo da Praça da Estação e na Praça Rio Branco, ambas no centro de BH.
De acordo com o arquiteto Tarcísio Gontijo Cunha, da Diretoria de Urbanismo e Espaço Público (DUEP) da PBH, apesar de ser limpo automaticamente a cada cinco usos, ainda assim é necessário fazer uma limpeza manual nas cabines duas vezes ao dia. “É o momento que ele [o técnico] faz também a reposição de papel, de sabão e verifica as inconsistências que que podem acontecer de sensores de abertura”, explicou.
Álvaro Damião também fez um apelo “para que [a população] nos ajude a conservar o banheiro autolimpante”, disse. De acordo com ele, em casos de problemas, como mau funcionamento da porta ou dos sensores, a população deve entrar em contato com a PBH.
“Se algum banheiro tiver algum problema, você pode entrar em contato com a prefeitura, no site, que a prefeitura imediatamente vai informar a empresa para que ela possa prestar o serviço e consertar o que está estragado”, esclareceu.
Como funciona o banheiro autolimpante?
Os banheiros autolimpantes possuem duas cabines unissex, equipadas com vaso sanitário, pia, reservatório de sabonete líquido, papel higiênico, secador de mãos e lixeira, com reposições diárias.
Para garantir a higiene e reduzir a exposição aos agentes microbiológicos, um sensor de aproximação é utilizado para liberação de sabonete líquido, água e secagem das mãos, sem necessidade de contato.
O sistema de limpeza do banheiro é totalmente automatizado. Quando a cabine é desocupada, sensores de presença iniciam o processo de higienização, realizado por sprinklers (chuveiros hidráulicos) que aplicam água e produtos de limpeza no chão. O processo de autolimpeza leva cerca de 20 segundos. O equipamento possui permanência limitada a 10 minutos por vez.
Além do acionamento automático do sistema de higienização, funcionários fazem rondas periódicas para reforço da limpeza e retirada de resíduos. Os banheiros são gratuitos e funcionam das 6h às 22h. As cabines contam com recursos de acessibilidade para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.












