A Justiça de Minas Gerais pronunciou Welbert de Souza Fagundes pelo homicídio do sargento Roger Dias da Cunha e pela tentativa de homicídio contra Raphael Henrique Ferreira Lopes. Com a decisão, caso não haja recursos ou esses não sejam aceitos, o réu terá que encarar um júri popular, procedimento previsto no Brasil para o julgamento de crimes dolosos contra a vida.
Quanto ao assassinato do sargento Dias, a sentença do juiz Roberto Oliveira Araújo Silva classificou o homicídio como triplamente qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima, na tentativa de assegurar a impunidade de outro delito, além de ser um crime contra agente de segurança no exercício da função.
Já em relação ao também policial militar Raphael Henrique Ferreira Lopes, o juiz pronunciou Welbert por tentativa de homicídio duplamente qualificado: para assegurar a impunidade de outro delito e contra agente de segurança no exercício da função.
Se condenado, o réu pode pegar até 30 anos de prisão.
Relembre o caso
O sargento Roger Dias da Cunha, então com 29 anos, foi baleado durante uma perseguição no bairro Aarão Reis, na Região Nordeste de BH, em 5 de janeiro de 2024. Ele foi atingido por dois tiros na cabeça e um na perna. O policial foi socorrido, mas seu quadro clínico foi considerado irreversível, e a morte cerebral foi confirmada dois dias depois.
Na época do crime, Welbert de Souza Fagundes era foragido da Justiça. Ele estava no benefício da saída temporária de Natal e deveria ter retornado ao sistema prisional em 23 de dezembro de 2023.
O homem se tornou réu em 30 de janeiro, denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, para assegurar a impunidade de outro crime, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e contra agente de segurança pública no exercício da função.







