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Lei pode permitir que alunos da rede particular de BH reutilizem materiais didáticos; entenda

30/06/2026 às 18h33 - Atualizado em 30/06/2026 às 18h36
kits escolares
(Reprodução/Redes Sociais)

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) votará, nesta quarta-feira (1º), em 2º turno, o Projeto de Lei (PL) 824/2026, que permite o reaproveitamento de material didático de anos anteriores por alunos matriculados em instituições privadas de educação infantil. Caso seja aprovada, a aquisição de novos materiais só será obrigatória quando a instituição comprovar a impossibilidade de reaproveitamento, em razão de “flagrante desatualização” ou “evidente deterioração”.

O PL, de autoria de Irlan Melo (PL) e outros 20 vereadores, retira a obrigatoriedade de aquisição de material didático exclusivamente de fornecedores indicados pelas escolas, garantindo às famílias o direito de escolha.

Outra proibição prevista no texto diz respeito à prática do “material casado”, que condiciona a compra conjunta de livros, apostilas e plataformas digitais. Com isso, as famílias passam a ter a possibilidade de adquiri-los separadamente.

A proposta também veda alterações nas edições do material didático que impliquem mudanças não significativas no conteúdo, incluindo, mas não se limitando, a alterações de capa, diagramação ou pequenos ajustes gráficos que tenham como objetivo apenas obrigar a aquisição de uma nova edição.

Atualizações

A proposta estabelece que a atualização do material didático deve contemplar revisões completas e novas edições de materiais físicos, como livros e apostilas; observar periodicidade mínima de três anos, garantindo a adequação às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC); e que atualizações intermediárias, quando necessárias, sejam disponibilizadas exclusivamente em cadernos complementares ou adendos, sem obrigar a substituição do material completo.

Além disso, as atualizações que ocorrem exclusivamente na plataforma digital devem ser vendidas separadamente, sem vinculação com a aquisição de novo material impresso.

“A obrigação de adquirir materiais novos a cada ano letivo, somada às ‘atualizações’ insignificantes, prejudica a economia familiar e contribui para o desperdício ambiental”, argumentam os autores do projeto.

Segundo os vereadores, o PL 824/2026 promove a livre concorrência ao permitir que os pais escolham os fornecedores que melhor atendam às necessidades. A proposta também incentiva a reutilização de materiais como forma de reduzir o impacto ambiental e fomentar uma educação mais acessível e inclusiva.

Caso a proposta se torne lei, as escolas e editoras que descumprirem as medidas previstas estarão sujeitas a sanções administrativas, incluindo multa e advertência.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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