A Justiça de Minas Gerais converteu, nessa sexta-feira (25), em preventiva a prisão do homem, de 39 anos, suspeito de invadir a casa da ex-namorada e colocar fogo na cachorra da família. O crime ocorreu em Passos, na Região Sul de Minas Gerais, nessa quinta-feira (23).
Na decisão, o juiz Mateus Queiroz de Oliveira, da 2ª Comarca de Passos, considerou que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria.
Além disso, o magistrado afirmou que a conduta do suspeito revelou “extraordinária frieza” e “crueldade”. “Atear fogo em um animal vivo, idoso e com dificuldades de locomoção, como forma de vingança e tortura psicológica contra a ex-companheira, demonstra um total desrespeito pela vida e um profundo desequilíbrio moral”, escreveu.
O juiz ainda alegou que a liberdade do suspeito é um “risco concreto à sociedade”, já que a conduta brutal e a motivação fútil “denotam a periculosidade acentuada”.
Além da prisão preventiva, o juiz determinou a imediata submissão do suspeito a uma avaliação médica para tratamento da dependência química, com eventual fornecimento de medicação.
Entenda
O homem foi preso em flagrante após atear fogo na cachorrinha da ex-companheira. De acordo com a Polícia Militar (PMMG), o autor confessou ter incendiado o animal com o objetivo de provocar “sofrimento e terror psicológico” na mulher.
O caso ocorreu no bairro Cohab 2. A vítima relatou que o ex-companheiro invadiu a casa dela, a agrediu fisicamente por não aceitar o fim do relacionamento e, em seguida, colocou fogo no animal.
No local, os militares encontraram vestígios do incêndio e iniciaram rastreamento para localizar o homem. A cachorrinha, uma Chow Chow de 14 anos, chegou a ser socorrida em estado grave e levada a uma clínica veterinária, mas não resistiu às queimaduras.
O autor foi localizado pouco tempo depois. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma faca, um recipiente com líquido inflamável e um isqueiro. Os materiais foram apreendidos e serão submetidos à investigação.










