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Ato na Feira Hippie de BH pede prisão de agressores do cão Orelha

01/02/2026 às 13h10 - Atualizado em 01/02/2026 às 14h12
protesto orelha

Manifestantes se reuniram na Feira Hippie de BH para cobrar a prisão dos agressores do cão Orelha, vítima de maus-tratos em Santa Catarina. O ato reuniu manifestantes de todas as idades, incluindo crianças acompanhadas de seus pets, que entoavam o coro “maus-tratos na cadeia”.

Manifestantes se reuniram também na avenida Paulista, em São Paulo, e em outras capitais do Brasil para cobrar punição aos jovens que espancaram o animal.

Em BH, a advogada Emanuelle Esteves, de 25 anos, era uma das presentes. Ela é tutora de dois pets e diz acreditar na força popular como única força capaz de gerar pressão e dar fim a impunidade contra quem maltrata animais. “É uma causa que defendo muito e que mexe muito comigo. Além disso, a manifestação é um instrumento legítimo de transformação social, é capaz de promover mudanças concretas e de afirmar que uma sociedade verdadeiramente evoluída é aquela que protege os mais vulneráveis”, afirma a advogada.

O caso do cão Orelha, um animal comunitário dócil e querido por moradores e turistas da Praia Brava, em Florianópolis, é investigado por autoridades policiais catarinenses, mas, nas redes sociais, é pedida a federalização do caso.

O animal, que vivia em casinhas mantidas pela comunidade local, foi vítima de um espancamento severo no dia 4 de janeiro.. Ele foi encontrado em estado de agonia e, devido à gravidade das lesões — que incluíram um traumatismo craniano provocado por um objeto contundente —, precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte.

A Polícia Civil identificou quatro adolescentes de classe média alta como os principais suspeitos da agressão. Dois desses jovens estavam em uma viagem familiar nos Estados Unidos e tiveram seu retorno ao Brasil monitorado em conjunto com a Polícia Federal, ocorrendo na última quinta-feira (29) após a repercussão do caso. Os outros dois envolvidos já haviam sido alvos de operações policiais.

A Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) abriu um auto de apuração de ato infracional para investigar a conduta do grupo. Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento dos aparelhos celulares de dois dos investigados. Por envolver menores de 18 anos, o processo corre sob sigilo absoluto, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Investigação em andamento

Além da morte de Orelha, o grupo é investigado por uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Testemunhas relataram ter visto os jovens jogando Caramelo ao mar e há imagens que mostram o grupo carregando o animal no colo.

Dois pais e um tio dos adolescentes foram indiciados por coagir uma testemunha, o vigilante de um condomínio que possuía uma fotografia que poderia ajudar a esclarecer o crime contra Orelha.

A polícia aguarda a conclusão do laudo de corpo de delito do cão para detalhar cientificamente as causas da morte e as ferramentas utilizadas no ataque.

Veja imagens do protesto por Orelha

Redação BHAZ

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