Uma rua do bairro Rio Branco, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, passará a se chamar Henry Borel. A mudança foi oficializada pela Lei nº 12.091, sancionada pelo prefeito Álvaro Damião (UB) e publicada nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial do Município (DOM). A proposta foi apresentada pelo vereador Neném da Farmácia.
Com a nova legislação, a Rua X, passa a receber o nome do menino de 4 anos que morreu em março de 2021, em um caso que ganhou repercussão nacional e terminou, em 2026, com a condenação do ex-vereador Dr. Jairinho e a absolvição da mãe, Monique Medeiros da acusação de homicídio doloso.
Caso Henry Borel
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade. A criança deu entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em parada cardiorrespiratória e com múltiplas lesões internas.
Segundo as informações do caso, o menino já estava morto havia pelo menos uma hora.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry sofreu 23 lesões provocadas por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.
Após cinco anos de tramitação do processo, o julgamento foi realizado em março de 2026. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique Medeiros, mãe de Henry, foi absolvida da acusação de homicídio doloso.
O Conselho de Sentença desclassificou o crime para homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar. Em seguida, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial à professora, considerando que ela era ré primária, não possuía antecedentes criminais e já havia cumprido a pena relacionada à condenação por omissão em episódio de tortura contra o filho.










