Belo Horizonte é a terceira capital com o maior índice de desenvolvimento econômico do país, segundo levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Já no ranking que conta com todas as 5.570 cidades do país, a capital mineira aparece em sexto lugar.
O estudo foi elaborado a partir do Isdel (Índice de Desenvolvimento Econômico Local), cálculo que leva em conta 106 variáveis relacionadas a cinco diferentes âmbitos socioeconômicos – como o capital empreendedor, governança e organização produtiva de cada cidade, por exemplo. O índice, criado em 2018, foi reformulado com o objetivo de oferecer uma análise ainda mais criteriosa sobre o desenvolvimento de cada cidade e a nova versão foi lançada nesta quarta-feira (11).
“Com a reformulação, o índice apresentou uma correlação ainda melhor com índices de desenvolvimento de referência nacional e internacional, tais como o PIB (Produto Interno Bruto) per capita e com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, explica a economista Bárbara Castro, analista do Sebrae.
Dados valiosos
O Isdel posiciona os municípios em uma escala que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento econômico daquela cidade. Segundo o levantamento mais recente, Belo Horizonte atingiu um Isdel de 0,728. A segunda cidade mineira mais bem colocada é Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 0,669, seguida por Juiz de Fora, com 0,666.
O Gerente da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae, Felipe Brandão de Melo, explica que o objetivo do Isdel não é gerar uma competitividade entre as cidades, mas sim, mostrar aos gestores públicos quais pontos de cada município podem ser aprimorados e quais estratégias podem ser inspiradas de outras localidades.
Além disso, o índice se mostra como uma importante ferramenta para os empreendedores. “Em um muniípio quando a gente mostrou os dados de cada região rastreados pelo Isdel, a resposta que a gente tem depois foi que isso facilitou a tomada de decisão de investimentos para que um empresário do setor do varejo abrisse uma nova filial de um supermercado. Isso é o que deixa a gente mais feliz”, explicou ele.












