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Centro Nacional de Vacinas em BH: primeiros laboratórios de pesquisa devem ser instalados até o fim do ano

16/03/2026 às 14h10
Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação ao lado da Reitora da UFMG na inauguração da fase 1 da obra do Centro Nacional de Vacinas. (Lavínia Fernandes/BHAZ)

Os primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Vacinas, instalado no BH-TEC (Parque Tecnológico de Belo Horizonte), devem ser instalados até o fim de 2026. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (16) durante o evento que marcou a conclusão da primeira fase das obras do complexo científico. A solenidade contou com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que afirmou que o centro já se consolida como um dos principais polos de pesquisa da área no país. “Depois de dez anos de tantas soluções de pesquisa e da competência de ter se instalado e interagido com outras instituições, ele já chega fazendo parte e se consolidando entre os grandes centros”, disse a ministra.

O Centro Nacional de Vacinas foi projetado para integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes em uma estrutura considerada inédita no país.

A cerimônia também reuniu a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, professores da UFMG que fazem parte da coordenação do CT Vacinas e representantes do Governo de Minas Gerais.

Primeira fase concluída

A etapa finalizada contemplou a estrutura básica do complexo científico, incluindo dois blocos principais: um prédio voltado à pesquisa e desenvolvimento e outro destinado à planta piloto para produção de lotes clínicos de vacinas.

De acordo com a professora da UFMG Santuza Teixeira, uma das coordenadoras do CTVacinas, a próxima fase do projeto será dedicada à instalação da infraestrutura científica e tecnológica necessária para o funcionamento dos laboratórios.

A previsão é que os primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento estejam instalados até o fim de 2026 e comecem a operar no início de 2027. A planta de produção de lotes clínicos deve ser finalizada ao longo do mesmo ano.

Produção de vacinas experimentais

Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a planta de produção de lotes clínicos representa um avanço inédito no Brasil, por permitir a fabricação de imunizantes ainda em fase experimental.

Hoje, a produção desse tipo de lote costuma ser feita no exterior. A nova estrutura permitirá que vacinas em fase de testes clínicos sejam produzidas no próprio país, acelerando o desenvolvimento de novos imunizantes. O complexo também contará com biotério, laboratórios de biossegurança nível 3 e uma planta piloto de produção.

Dez anos de pesquisa

O avanço das obras ocorre no mesmo ano em que o CTVacinas completa dez anos desde a primeira reunião de seu conselho científico. O grupo começou em 2016 com um pequeno conjunto de pesquisadores e atualmente reúne cerca de 80 profissionais entre pós-doutores, estudantes e técnicos.

Entre os projetos desenvolvidos pelo centro está a SpiN-TEC, vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente no Brasil e que chegou à fase de testes clínicos em humanos.

Pesquisas para vacinas contra malária, leishmaniose e doença de Chagas também estão em andamento. O grupo também investe no desenvolvimento de vacinas de RNA e registrou recentemente, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um teste rápido para hepatite desenvolvido no próprio centro.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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