Uma confusão na porta da Igreja Pentecostal Gideões de Fogo, no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, foi registrada em vídeo por um vizinho do local, que é o mesmo onde um pastor condenado pela Justiça por importunação sexual atuava. As imagens mostram várias pessoas envolvidas na briga, que aconteceu durante um culto, na noite de quarta-feira (19).
Segundo o boletim de ocorrência, uma mulher de 46 anos contou à Polícia Militar que duas motos pararam em frente à igreja e começaram a acelerar repetidamente, com a intenção de atrapalhar o culto. Ao sair para verificar o que estava acontecendo, ela viu duas mulheres em uma das motos e começou a filmar a situação com o celular.
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Ainda conforme o relato, uma das mulheres desceu da moto, avançou contra a vítima e deu socos nela, além de dizer, em tom de ameaça, que ela não deveria filmar. A mulher afirmou aos militares que foi agredida e teve as roupas rasgadas durante a confusão.
A PM fez buscas na região para tentar localizar as suspeitas, mas elas não foram encontradas. Na casa de uma das mulheres apontadas como envolvidas na ocorrência, os policiais localizaram um celular. O aparelho foi apreendido, e a mãe da suspeita foi orientada a comparecer à delegacia com a filha.
Veja o vídeo da confusão:
Pastor de igreja palco de confusão foi condenado por importunação sexual
O pastor Marco Aurélio da Silva Aires atuava na igreja onde a confusão foi registrada na última quarta-feira; ele foi condenado pela Justiça a dois anos de reclusão, em regime aberto, por importunação sexual. Segundo a sentença, ele praticou atos libidinosos contra uma mulher dentro da igreja. O juiz considerou que as provas reunidas no processo eram suficientes para confirmar a autoria e a materialidade do crime.
Na análise da pena, a Justiça apontou como fatores negativos o fato de o acusado ter usado a posição de liderança religiosa para cometer o crime e de os atos terem acontecido dentro da igreja. A sentença também registra que há elementos indicando que o pastor seria uma pessoa manipuladora e que utilizaria a palavra sagrada para persuadir vítimas a atender a desejos sexuais.
A defesa de Marco Aurélio apresentou um parecer psicológico justificando os atos do acusado, mas o argumento foi rejeitado pelo juiz, que destacou que a prática de importunação sexual não depende da existência de transtorno mental ou de um perfil específico de abusador.
A pena foi fixada em dois anos de reclusão, em regime aberto. A Justiça também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil à vítima.
O pastor está solto e poderá recorrer em liberdade.









